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PODER/EXPEDITO FILHO
VOLTA AO NINHO
Foto: Dida Sampaio/AE
Esta é para o mercado entender o jogo do governo. Está em gestação em setores do Palácio do Planalto a fusão do PSDB com o PMDB. A costura tem a aprovação do presidente Fernando Henrique Cardoso. O Planalto concluiu pela necessidade da união depois de analisar os últimos resultados da eleição municipal. As urnas mostram claramente que o eleitor já escolheu o PT e o PFL para ocuparem os espaços à esquerda e à direita nas grandes cidades. PMDB e PSDB acabaram empurrados para os grotões. Em São Paulo, os tucanos encolheram ainda mais, perdendo espaço para o PT e PPB. Com a fusão, tucanos e peemedebistas esperam ressurgir como uma opção ao centro para o eleitor das metrópoles.

FUSÃO
LANCE INICIAL

Foto: Dida Sampaio/AE

O primeiro lance da fusão passa pela presidência do Senado. O Planalto vai apoiar Jader Barbalho. Michel Temer (foto), ao deixar a mesa-diretora da Câmara, assume a presidência do PMDB e inicia as negociações em torno da união dos partidos. Algumas sondagens regionais já foram feitas. O governador do Pará, Almir Gabriel, por exemplo, já disse que aceita dividir a mesma legenda de Barbalho.

RESISTÊNCIAS
VETO TUCANO
O problema é o governador de São Paulo, Mário Covas. Ele não aceita de modo algum voltar a conviver com o PMDB paulista, do ex-governador Orestes Quércia. Um tucano paulista de alta plumagem foi escalado para quebrar as resistências de Covas. Vai ser difícil demovê-lo.

Biô Barreira
Foto: Dida Sampaio/AE

SALÁRIO MÍNIMO
CONTRA-ATAQUE
Na quatra-feira passada o cacique Antônio Carlos Magalhães, presidente do Senado, almoçou com o líder do PT, Aloysio Mercadante. Foi o início da nova aliança entre PT e PFL em torno da briga por um salário mínimo mais gordo. No cardápio, o acerto de estratégias para reforçar a campanha conjunta. A um interlocutor, ACM elogiou FHC, mas criticou a falta de sensibilidade social da equipe econômica.



Em Alta

Em Baixa

AE

O economista Carlos Eduardo de Freitas, diretor de finanças do BC, viveu a melhor semana dos seus 37 anos de serviço público. Foi comemorada como gol de placa a privatização do Banestado, com ágio recorde de 302,8%. Freitas ainda teve tempo de almoçar com a mulher no restaurante Piantella, um dia antes do leilão. Estava absolutamente calmo. Nem parecia que travava queda-de-braço com os ex-ministros Reynold Stephanes e Alceni Guerra. Os dois pretendiam adiar o leilão. Não foi boa a idéia do ministro Paulo Costa Leite, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele resolveu antecipar um reajuste de 11,98% aos seus servidores, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda ter de se pronunciar sobre a constitucionalidade do aumento. Pior mesmo foi quando Costa Leite disse que aceitaria resolução contrária ao pagamento, mas que faria as contas, diminuindo o que já foi pago do reajuste a ser determinado pelo STF, chegando a conclusão de que talvez nada precisasse ser devolvido.
CONFUSÃO DEFINIDO AUTORIZADO
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, vai ter que administrar nova confusão na sua área. As distribuidoras de combustíveis independentes já têm quase pronto um dossiê denunciando alguns dirigentes de multinacionais de combustíveis. Eles estariam se utilizando de mais de um CPF para sonegar impostos. O ministro Martus Tavares representou o governo na reunião que definiu o modelo da agência de promoção de investimentos. A entidade terá nove grupos privados: as confederações da Indústria, Agricultura, Transportes, de Bancos e do Comércio e associações como Abdib, Abmaq, Abinee e Abamec. O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, está rugindo como um leão. O presidente Fernando Henrique Cardoso encaminhará, nesta segunda-feira, um projeto de lei autorizando a utilização dos dados da CPMF para fiscalizar outros tributos. Muita gente já deve estar com as barbas de molho.

ENQUETE

O governo deve investir:

Na estabilidade econômica
Nas áreas sociais
Em infra-estrutura (água e energia)

Resultados Parciais

 
FÓRUM

A maioria das empresas não usa o salário mínimo como critério de remuneração na hora de contratar funcionários ou conceder aumentos. Apesar disso, as centrais sindicais continuam lutando por reajustes do mínimo. Você acha que ele deveria ser extinto?
Por quê?

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