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O
Fórum da Dinheiro
na Web quis
saber o que os internautas pensam sobre a distribuição
de renda no governo FHC. Perguntamos: você concorda
que o governo FHC é um Robin Hood alucinado?
Por quê? Confira algumas opiniões.
Sim. Só para se ter uma idéia, o governo
injetou R$ 7 bilhões para sanear o Banco Nacional,
que tinha um rombo. Vendeu a Cia. Vale do Rio Doce por R$
3,3 bilhões, uma empresa que era absolutamente lucrativa.
Isso mostra que vivemos aqui um capitalismo singular. Privatizam-se
os lucros e socializam-se os prejuízos.
LUIZ ANTÔNIO SILVEIRA
Belo Horizonte MG
luizsilveira@terra.com.br
A
expressão Robin Hood alucinado é absolutamente
correta, porque o governo FHC não está conseguindo
resultados efetivos na distribuição de renda.
FABIO SOARES
Joinville SC
bhug@terra.com.br
Não
é tirando dos ricos e dando aos pobres que vamos melhorar
este País.
MARCELO BATEZINI
Passo Fundo RS
preview9@terra.com.br
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ENQUETE:
(veja resultado final)
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O
Everardo Maciel faz
um bom trabalho?
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IGREJA
Parabéns
à revista DINHEIRO pela reportagem sobre o padre Virgílio
Uchôa, autor das análises de conjunturas da Igreja
Católica (edição nº 163). Tenho notado
que a revista tem notícias não só de ordem
econômica e política, mas também de ordem religiosa.
Gostaria de saber quando a revista fará reportagens com o
mesmo enfoque em relação à Igreja Evangélica,
pois como é praticamente a segunda em tamanho do País,
creio que mereça uma análise em cima de questões
como impostos e receita. Por exemplo, a Assembléia de Deus
é dona até de faculdades nos EUA e no Brasil. Qual
é seu patrimônio?
Leandro F. S. Sodré
São Luís MA
ESTATAIS
Buscando
esclarecer os leitores desta revista sobre o assunto enfocado no
artigo O corredor da morte das empresas edição
nº 162 , nós, ferroviários da Rede Ferroviária
Federal S/A (RFFSA), hoje mencionados de forma bastante pejorativa,
enfocamos alguns dados, tendo em vista o papel relevante prestado
pela ferrovia no desenvolvimento do Brasil. Aqui não cabe
nenhuma agressão ao governo atual, já que o processo
de privatização atingiu também outras empresas,
outrora impensáveis, como a Vale do Rio Doce. Em nome de
uma globalização, perde-se a identidade e, por que
não dizer, a soberania. Apesar de alguns segmentos tipicamente
sociais, como as linhas do Nordeste e do Centro-Oeste e algumas
do Sul do Brasil, a RFFSA transportou, em 1986, 38,8 bilhões
de TKU, que correspondem a 87 milhões de toneladas de carga
geral. Se levarmos em conta que a tarifa ferroviária fixada
pelo governo federal era quatro vezes menor que o concorrente rodoviário,
verifica-se que houve pelo Brasil uma significativa contribuição
financeira. O programa de privatização teve início
nos anos 90 e chegou à ferrovia em 1996. Agora, passados
quatro anos de toda a malha privatizada, não se atingiu o
patamar de transporte existente na RFFSA nos anos de 86 e 93.
Agostinho Coelho Silva, engenheiro
aenfer@aenfer.com.br
Rio de Janeiro RJ
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EVERARDO
MACIEL
Com
relação à entrevista do secretário Everardo
Maciel, vejo na progressividade do Imposto a possibilidade de se
praticar a redistribuição da renda para aliviar os
impactos nocivos de sua concentração vislumbrando
o financiamento da sociedade de forma que aqueles que são
mais abastados possam contribuir com uma parcela maior. A alíquota
única apregoada pelas tendências modernas está
equivocada, principalmente quando aplicada em um País de
tantas diferenças e inexistências de serviços
iguais para todos. Não temos saúde, segurança,
educação oferecidos para a classe média, que
continua tendo de pagar os caros planos de saúde, escolas
e tudo o mais, sem direito a compensação com aquilo
que vai pagar ao Estado, que por sua vez já foi obrigado
a prestar esses serviços ao contribuinte. A complexidade
do sistema que está aí advém da complexidade
da sociedade que temos; se simplificar o sistema e não simplificar
a sociedade muito mais injustiças surgirão. Sou auditor-fiscal
da Receita Federal e fiz uma auto-auditoria em minhas
Declarações do Imposto de Renda dos últimos
cinco anos e constatei que paguei mais de R$ 45.000,00, mas se fosse
autônomo, ou seja, não fosse sujeito à
retenção na fonte, não necessitaria ter pago
um centavo de IRPF.
José Honorato de Souza
Na
reportagem Everardo tem a fórmula foi publicado
o seguinte texto: O contribuinte brasileiro pode acabar erguendo
um busto para o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel,
no meio da árida Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Sobre sua mesa, no sétimo andar do Ministério da Fazenda,
encontra-se um alentado plano de redução das taxas
do Imposto de Renda (IR), elaborado por sua equipe de técnicos
e auditores. Gostaria de perguntar que contribuintes erguerão
um busto? Quem pagará a diferença das classes alta
e média? Vou lhes poupar o trabalho e vou responder: são
os que ganham menos de R$ 900,00, que aliás é a grande
maioria do povo deste País, justamente os que estavam isentos.
Aliás, o imposto como está atualmente é mais
justo. Os impostos têm que ser progressivos, incidindo mais
sobre a camada de maior renda da população. Em países
mais desenvolvidos a maior arrecadação é na
forma direta (IRPF), com impostos progressivos que chegam a 45%
sobre a renda e não de forma indireta como ocorre por aqui,
fazendo com que a camada de baixa renda pague ICMS sobre produtos
básicos, tornando esta forma de arrecadação
a mais injusta possível.
Com impostos menores e maior fiscalização, pode-se
pôr fim à grande sonegação neste País.
Com medidas como estas as empresas poderiam crescer, gerando mais
empregos, mais renda, maior consumo, e conseqüentemente maior
arrecadação (a única coisa que importa para
o tão ávido dr. Everardo), que, ao que me parece,
de Robin Hood não tem nada.
Ricardo M. Almeida
rmalm@uol.com.br
Campinas SP
OLIMPÍADA
Nós
estamos sempre falando em ganhar medalhas nas Olimpíadas
e nos esquecemos do nosso passado e de como ele acaba nos influenciando.
Esquecemos ou não percebemos que exigir comprometimento
dos nossos governantes faz parte das provas da nossa olimpíada
diária. Enquanto não exigirmos medalhas cotidianas
dos governantes entenda compromissos , a gente sempre
vai depender do esforço isolado deste ou daquele abnegado
para conseguirmos a glória passageira, de 4 em 4 anos.
Paulo Roberto Araújo
Brasília DF
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