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CARTAS


FÓRUM

O Fórum da Dinheiro na Web quis saber o que os internautas pensam sobre a distribuição de renda no governo FHC. Perguntamos: você concorda que o governo FHC é um “Robin Hood alucinado”? Por quê? Confira algumas opiniões.

“Sim. Só para se ter uma idéia, o governo injetou R$ 7 bilhões para sanear o Banco Nacional, que tinha um rombo. Vendeu a Cia. Vale do Rio Doce por R$ 3,3 bilhões, uma empresa que era absolutamente lucrativa. Isso mostra que vivemos aqui um capitalismo singular. Privatizam-se os lucros e socializam-se os prejuízos.”
LUIZ ANTÔNIO SILVEIRA
Belo Horizonte – MG
luizsilveira@terra.com.br

“A expressão Robin Hood alucinado é absolutamente correta, porque o governo FHC não está conseguindo resultados efetivos na distribuição de renda.”
FABIO SOARES
Joinville – SC
bhug@terra.com.br

Não é tirando dos ricos e dando aos pobres que vamos melhorar este País.
MARCELO BATEZINI
Passo Fundo – RS
preview9@terra.com.br

ENQUETE:
(veja resultado final)

O Everardo Maciel faz
um bom trabalho?
Sim, 45%
Não, 55%

IGREJA

Parabéns à revista DINHEIRO pela reportagem sobre o padre Virgílio Uchôa, autor das análises de conjunturas da Igreja Católica (edição nº 163). Tenho notado que a revista tem notícias não só de ordem econômica e política, mas também de ordem religiosa. Gostaria de saber quando a revista fará reportagens com o mesmo enfoque em relação à Igreja Evangélica, pois como é praticamente a segunda em tamanho do País, creio que mereça uma análise em cima de questões como impostos e receita. Por exemplo, a Assembléia de Deus é dona até de faculdades nos EUA e no Brasil. Qual é seu patrimônio?
Leandro F. S. Sodré
São Luís – MA


ESTATAIS

Buscando esclarecer os leitores desta revista sobre o assunto enfocado no artigo “O corredor da morte das empresas” – edição nº 162 –, nós, ferroviários da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), hoje mencionados de forma bastante pejorativa, enfocamos alguns dados, tendo em vista o papel relevante prestado pela ferrovia no desenvolvimento do Brasil. Aqui não cabe nenhuma agressão ao governo atual, já que o processo de privatização atingiu também outras empresas, outrora impensáveis, como a Vale do Rio Doce. Em nome de uma globalização, perde-se a identidade e, por que não dizer, a soberania. Apesar de alguns segmentos tipicamente sociais, como as linhas do Nordeste e do Centro-Oeste e algumas do Sul do Brasil, a RFFSA transportou, em 1986, 38,8 bilhões de TKU, que correspondem a 87 milhões de toneladas de carga geral. Se levarmos em conta que a tarifa ferroviária fixada pelo governo federal era quatro vezes menor que o concorrente rodoviário, verifica-se que houve pelo Brasil uma significativa contribuição financeira. O programa de privatização teve início nos anos 90 e chegou à ferrovia em 1996. Agora, passados quatro anos de toda a malha privatizada, não se atingiu o patamar de transporte existente na RFFSA nos anos de 86 e 93.
Agostinho Coelho Silva, engenheiro
aenfer@aenfer.com.br
Rio de Janeiro – RJ


 

EVERARDO MACIEL

Com relação à entrevista do secretário Everardo Maciel, vejo na progressividade do Imposto a possibilidade de se praticar a redistribuição da renda para aliviar os impactos nocivos de sua concentração – vislumbrando o financiamento da sociedade de forma que aqueles que são mais abastados possam contribuir com uma parcela maior. A alíquota única apregoada pelas tendências modernas está equivocada, principalmente quando aplicada em um País de tantas diferenças e “inexistências” de serviços iguais para todos. Não temos saúde, segurança, educação oferecidos para a classe média, que continua tendo de pagar os caros planos de saúde, escolas e tudo o mais, sem direito a compensação com aquilo que vai pagar ao Estado, que por sua vez já foi obrigado a prestar esses serviços ao contribuinte. A complexidade do sistema que está aí advém da complexidade da sociedade que temos; se simplificar o sistema e não simplificar a sociedade muito mais injustiças surgirão. Sou auditor-fiscal da Receita Federal e fiz uma “auto-auditoria” em minhas Declarações do Imposto de Renda dos últimos cinco anos e constatei que paguei mais de R$ 45.000,00, mas se fosse “autônomo”, ou seja, não fosse sujeito à retenção na fonte, não necessitaria ter pago um centavo de IRPF.
José Honorato de Souza


Na reportagem “Everardo tem a fórmula” foi publicado o seguinte texto: “O contribuinte brasileiro pode acabar erguendo um busto para o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, no meio da árida Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Sobre sua mesa, no sétimo andar do Ministério da Fazenda, encontra-se um alentado plano de redução das taxas do Imposto de Renda (IR), elaborado por sua equipe de técnicos e auditores”. Gostaria de perguntar que contribuintes erguerão um busto? Quem pagará a diferença das classes alta e média? Vou lhes poupar o trabalho e vou responder: são os que ganham menos de R$ 900,00, que aliás é a grande maioria do povo deste País, justamente os que estavam isentos. Aliás, o imposto como está atualmente é mais justo. Os impostos têm que ser progressivos, incidindo mais sobre a camada de maior renda da população. Em países mais desenvolvidos a maior arrecadação é na forma direta (IRPF), com impostos progressivos que chegam a 45% sobre a renda e não de forma indireta como ocorre por aqui, fazendo com que a camada de baixa renda pague ICMS sobre produtos básicos, tornando esta forma de arrecadação a mais injusta possível.

Com impostos menores e maior fiscalização, pode-se pôr fim à grande sonegação neste País. Com medidas como estas as empresas poderiam crescer, gerando mais empregos, mais renda, maior consumo, e conseqüentemente maior arrecadação (a única coisa que importa para o tão ávido dr. Everardo), que, ao que me parece, de Robin Hood não tem nada.
Ricardo M. Almeida
rmalm@uol.com.br
Campinas – SP


OLIMPÍADA

Nós estamos sempre falando em ganhar medalhas nas Olimpíadas e nos esquecemos do nosso passado e de como ele acaba nos influenciando. Esquecemos – ou não percebemos – que exigir comprometimento dos nossos governantes faz parte das provas da nossa olimpíada diária. Enquanto não exigirmos medalhas cotidianas dos governantes – entenda compromissos –, a gente sempre vai depender do esforço isolado deste ou daquele abnegado para conseguirmos a glória passageira, de 4 em 4 anos.
Paulo Roberto Araújo
Brasília – DF



Cartas para esta seção, com endereço, RG e telefone, devem ser remetidas para: Diretor de Redação, DINHEIRO, Rua William Speers, 1.088, Lapa, São Paulo, CEP 05067-900. Fax: (011) 3611-6411. E-mail: dinheiro@zaz.com.br As cartas poderão ser editadas em razão de seu tamanho ou incompreensão.

ENQUETE

O governo deve investir:

Na estabilidade econômica
Nas áreas sociais
Em infra-estrutura (água e energia)

Resultados Parciais

 
FÓRUM

A maioria das empresas não usa o salário mínimo como critério de remuneração na hora de contratar funcionários ou conceder aumentos. Apesar disso, as centrais sindicais continuam lutando por reajustes do mínimo. Você acha que ele deveria ser extinto?
Por quê?

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