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NEGÓCIOS


A Orlando caipira

Parques e hotéis levam mais investidores a Vinhedo

Paula Pacheco

Biô barreia
Fotomontagem: Décio D’almeida
Pólo da diversão: projetos na região já somam R$ 130 mi

Tem quem aposte que não vai demorar muito para que a classe média – que junta cada trocado para a sonhada viagem a Orlando – troque de destino quando for escolher um lugar para passar as férias. No lugar do paraíso americano dos parques de diversão, pode estar surgindo um novo roteiro: a região de Vinhedo, interior de São Paulo. Cidadezinha de 40 mil habitantes, distante 70 km de São Paulo, Vinhedo e suas vizinhas, como Valinhos e Itupeva, começam a ser cobiçadas por grandes investidores e as maiores redes hoteleiras do mundo. Desde que a região passou a oferecer entretenimento com os parques Wet’n Wild e Hopi Hari, não se fala em outra coisa. Três redes hoteleiras confirmam o interesse: Meliá, Accor, Renaissance. Se fincarem suas bandeiras por lá, os investimentos podem superar os R$ 30 milhões. O GP Investimentos, controlador do Grupo Playcenter, tem na gaveta um projeto para construir ao lado do Hopi Hari um parque no estilo do Animal Kingdom, da Disney, conjugado com um hotel temático com 300 quartos. Falta definir os parceiros no empreendimento, orçado em R$ 100 milhões.

A região dispõe de mão-de-obra, tem concentração de renda e estrutura para trazer visitantes de outros Estados”, afirma Marcelo Cardoso, superintendente do Hopi Hari. Os novos negócios que se instalarem por lá sabem que, além dos 300 dias de sol e uma temperatura média de 22 graus, vão contar com alguns benefícios, como isenção de IPTU por cinco anos e desconto no ICMS e ISS. Mas o que também atrai os investidores é o crescimento industrial da região. Para o setor hoteleiro, seria ótimo unir o movimento do fim de semana dos parques com o turismo de negócio. “A região tem um potencial fantástico e ainda é possível encontrar terra por um preço bom”, explica Alberto Ribeiro, diretor de desenvolvimento da Hotelaria Accor. A diretora de vendas da rede Sol Meliá, Elizabeth Wada, também confirma interesse: “Temos conversas bem avançadas com investidores”. Quem também está de olho na região é a família Sabó, dona da empresa de autopeças Sabó. Nos planos do grupo está um projeto para um resort de alto padrão, que incluiria até campo de golfe. Além de vantagens climáticas, a região tem facilidades estruturais, como o acesso fácil. Passam por lá três rodovias importantes: Anhangüera, Bandeirantes e D. Pedro. Além disso, está nos planos da Infraero investir na modernização do aeroporto de Viracopos, de Campinas.

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