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A nova geração DM9
Agência
moderniza gestão e ganha mais influência no grupo DDB
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Bruno
Schultze
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| Faturamento
deve chegar a R$ 460 milhões em 2000 |
A DM9DDB,
segunda maior agência de publicidade do País, mudou
o layout. Fisicamente, na semana passada, trocou de sede, com malas
e bagagens, para um dos chamados edifícios inteligentes,
com elevadores programados para evitar o excesso de pessoas, sistemas
de telecomunicações conectados em fibra ótica
e uma parafernália tecnológica de última geração.
Organicamente, a DM9 está incorporando outro estilo de gestão:
criou quatro vice-presidências. Toda a virada diz muito da
nova fase da empresa, interligada, mais do que nunca, com o mundo.
Na era da globalização, a DM9, com seu sócio
majoritário DDB, converte-se de vez em uma agência
internacional.
O
braço brasileiro do grupo tem conquistado cada vez mais influência
em outros países, através da elaboração
de campanhas para as 88 filiais da matriz da DDB, e costuma inclusive
dar dicas de como abocanhar grandes clientes para o conglomerado.
É o caso da conquista da conta mundial do grupo Telefonica,
obtida em parte graças à experiência que a DM9
acumulou aqui com o grupo espanhol nos últimos anos. O coroamento
dessa influência acontece nesta semana, quando o presidente
da agência, Affonso Serra, embarca para Nova York a fim de
participar da reunião do conselho mundial da DDB. Será
o primeiro publicitário da América Latina a participar
dessas reuniões, que basicamente conta apenas com representantes
dos Estados Unidos e Europa. Minha nomeação
para o conselho foi anunciada há 15 dias. Ainda nem sei direito
o que ocorre nesses encontros, admite Serra, em meio à
correria de seu dia-a-dia.
De
sua nova sala, cercada de vidros, o publicitário tem uma
excelente vista da agitação de São Paulo, mas
sobretudo acompanha o que ocorre na agência, com a equipe
de 233 profissionais. Os novos vice-presidentes Erh Ray (criação),
Sérgio Valente (redação), Paulo Queirós
(mídia) e Alcir Gomes Leite (pesquisas, Internet e novos
negócios) são seus contra-mestres nos negócios
da agência. Estão auxiliando nas decisões que
antes ficavam concentradas em Serra. A Internet, como não
poderia deixar de ser, garantiu boa parte do crescimento do faturamento
neste ano, que superou as expectativas. O boom das empresas pontocom
e dos departamentos ligados à rede mundial de computadores
dos clientes da agência contribuiu para que entre janeiro
e setembro a receita chegasse a R$ 400 milhões, valor alcançado
em todo ano de 1999. As estimativas agora são de um faturamento
de R$ 460 milhões até dezembro. É a glória
da nova era.
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