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ECONOMIA/TUDO PELO SOCIAL


EXCLUSIVO
Sérgio Lima/Folha Imagem
MALAN E POLÍTICOS: briga pelo mínimo

O governo tem ainda o Projeto Alvorada, que vai beneficiar com infra-estrutura básica 2.186 municípios com R$ 13 bilhões em três anos. No orçamento de 2001, a verba para o social corresponderá a 22%, incluindo aí a Previdência Social. No ranking oficial, o governo admite que apenas dois indicadores sociais não sofreram modificações nesta última década: segurança e emprego. No primeiro, investiu num plano nacional que até agora deu em nada. Já a taxa de desemprego somente agora começa a cair. “Nos últimos 12 meses, o governo criou mais 800 mil empregos em seis regiões metropolitanas. Devemos criar dois milhões de empregos. A taxa de desemprego caiu e vai cair ainda mais”, garante FHC. Se no lápis o governo tem o que apresentar, com a caneta na mão é diferente. Na semana passada, o líder do PT Aloizio Mercadante e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, iniciaram a discussão que começou com a necessidade de aumentar o salário mínimo para 180 reais e terminou na polêmica sobre a marca da caneta do ministro: era Montblanc, como insinuava o petista, ou se tratava de “uma caneta vagabunda”, como assegurava Malan. Curioso, mas a discussão era outra: com a caneta, independente da marca, Malan assinaria ou não o mínimo? O ministro escondeu o jogo. Mas FHC garante que sim. “Vamos discutir um mínimo acima da inflação”, garante.

Trechos da entrevista de FHC
EDUCAÇÃO: “Nesse setor fizemos uma revolução. Asseguramos educação básica para todos as crianças brasileiras em idade escolar. Distribuímos dois milhões de bolsas-escola, mais que qualquer outro programa empreendido no Brasil”.

SAÚDE: “A mudança foi grande e para melhor. Saímos da saúde hospitalar para uma medicina preventiva”.

EMPREGO: “Nos últimos 12 meses, o governo criou mais 800 mil empregos em seis regiões metropolitanas. Devemos criar dois milhões de empregos. A taxa de desemprego caiu e vai cair ainda mais.”

REFORMA AGRÁRIA: “Só o fato de o Movimento dos Sem Terra (MST) estar querendo mais crédito já desmente os que dizem que não fizemos reforma agrária. O MST não está mais brigando por terra, mas por crédito, o que comprova que a terra já foi dada”.

SALÁRIO MÍNIMO: “A lei manda repor a inflação. Foi o que fizemos em maio. Agora, o aumento do mínimo será maior. Quanto? Eu não sei. A maior parte dos que dependem do mínimo é de aposentados. Mas vamos discutir um mínimo acima da inflação. Os governadores já tiveram oportunidade de aumentar o mínimo. Mas até agora nenhum governador do PT aumentou o salário mínimo. “


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