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NEGÓCIOS

Sexta-feira, 9 de Março de 2001

AMBIÇÃO INTERNACIONAL

Grupo prepara o salto para se transformar em um dos cinco maiores do ramo financeiro na Argentina

 
  Cartão de visita: logotipo se destaca na mais importante avenida de Buenos Aires

O segundo maior banco brasileiro está preparando o bote para se transformar em um dos cinco maiores também no ranking argentino. Depois de seis anos de investimentos da matriz, o Itaú Buen Ayre, sua subsidiária portenha, atingiu a maturidade. O orçamento para 2001 já prevê o primeiro lucro e a fase inicial, de construção de um banco com a cultura e a base de sistemas do Itaú, foi dada por encerrada. Agora chegou o momento de pensar mais longe. O grupo não tem pressa, mas já tomou a decisão de não deixar passar alternativas de compra de instituições sem ao menos estudar o negócio. A crise argentina está criando oportunidades e o Itaú é candidato a elas. “Há bancos à venda na Argentina e que são bastante atraentes”, diz o presidente do banco, Roberto Setubal. Descobrir o alvo certo é a tarefa.

O negócio argentino ainda não é o maior no exterior, mas é o mais ambicioso. Os ativos do Itaú Buen Ayre, de US$ 720 milhões, ainda são apenas metade dos acumulados pelo braço português do grupo, o Itaú Europa. Mas o projeto de fazer um banco múltiplo completo, e com posição no topo do ranking, existe para a instituição de Buenos Aires. A forma como o grupo fincou sua bandeira, abrindo passo a passo agências próprias, foi o caminho mais longo, mas também o mais barato – e sobretudo o mais sólido. “Agora temos uma estrutura de sistemas mais sólida que a dos nossos concorrentes locais”, diz Setubal. A instituição já é a oitava maior do mercado, com uma rede de 89 agências e 26 postos de atendimento. Tem 339 caixas eletrônicos, nível de automação mais elevado que a média do mercado.

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