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Sexta-feira, 9 de Março
de 2001
FOCO
NO VAREJO
Volume
financeiro da carteira de empréstimos para pessoas físicas cresceu
tanto que superou a perda de receita provocada pela queda dos juros
As
agências de rua do Itaú deram um empurrão no
negócio de crédito do banco. O volume de financiamento
para pessoas físicas cresceu nada menos que 75% no ano passado
e foi o principal fator que levou o banco a realizar a proeza que
todos tentaram alcançar no mercado, mas pouquíssimos
conseguiram: compensar a perda de receita causada pela queda dos
juros e dos spreads em 2000 com o aumento do valor da carteira total
de empréstimos. O ano da redução dos juros
encontrou o Itaú com modelos de análise de crédito
aprimorados e, em conseqüência, com uma capacidade de
aprovar financiamentos muito maior. O banco se sentiu confiante
e estendeu a oferta de empréstimos a uma faixa maior de sua
clientela. Mais e mais o banco consegue aprovar crédito
a clientes de faixas de renda mais amplas, diz o presidente
do Itaú, Roberto Setubal.
A plataforma mais usada para a expansão é a própria
rede de agências. Comprar ou montar uma financeira, como a
maior parte dos bancos de varejo anda fazendo, é um projeto
que não passa pelas cabeças que mandam no Itaú.
O crédito é quase sempre concedido nas modalidades
pré-aprovadas, que dispensam o atendimento direto e permitem
que o cliente faça a operação diretamente nos
serviços automatizados do banco. O cenário de estabilidade
que reinou no ano passado e está projetado para os próximos
dois anos empurra a demanda para esse tipo de produto para cima,
porque o preço cai ou seja, os juros ficam menores
e os prazos se tornam muito mais longos. O crédito
pessoal já chega a ter prazos para quitação
de até dois anos. Os juros ainda devem baixar mais, e não
só em conseqüência do recuo das taxas básicas
no País. A competição entre os bancos para
fazer o maior volume de crédito tende a forçar uma
redução dos spreads, tornando as taxas mais leves
para o cliente na ponta final.
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