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Sexta-feira, 9 de Março
de 2001
CONCORRÊNCIA
COMEU POEIRA
Seguro
e Previdência têm expansão superior à do mercado
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Campos
Salles: pioneira em cobrar menos de quem tem risco menor
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Não
foi apenas na atividade bancária propriamente dita que o
Itaú deu um passeio em 2000. O ano não será
esquecido pela Itaú Seguros e pela Itaú Previdência.
A empresa que atua no ramo de previdência privada cresceu
63,5%, muito acima da média do mercado, cujo índice
ficou em 34,7%. Já a seguradora reduziu drasticamente o índice
geral de ocorrências nas quais foi obrigada a pagar indenização
de 64,7%, em 2009, para 61,1% em 2000. Enquanto a Itaú
Seguros reduziu as perdas, as do mercado aumentaram, de 68,9% para
69,6%. Optamos por crescer moderadamente e ter uma carteira
rentável a crescer agressivamente e amargar prejuízos,
diz Luiz de Campos Salles, presidente da Itaú Seguros. A
empresa criou um sistema de controle de risco para a carteira de
automóveis traçando um perfil de 3 milhões
de apólices emitidas nos últimos seis anos. Com isso,
a sinistralidade de automóveis caiu de 71,6% para 70,8% e
ajudou a garantir o lucro de R$ 157 milhões apurado no ano
passado, 6% maior que o de 2009. Quem tem menor risco paga
menos, diz Campos Salles. Descobriu-se, por exemplo, que mulheres
casadas, com filhos pequenos que ainda não dirigem
e idade superior a 40 anos são mais cautelosas e correm
menos riscos de sofrer um acidente no trânsito.
O segundo passo no programa de redução de riscos entra
em operação ainda neste ano. Para cada ocorrência
de acidente ou furto, haverá um único profissional
responsável pelo caso. Isso evita o empurra-empurra
de responsabilidade dentro da empresa e inspira mais confiança
no cliente, explica Campos Salles. Todo o processo, hoje em
papel, será informatizado e os dados, centralizados para
agilizar a liberação da indenização.
A partir de 2002, a meta é interligar as oficinas mecânicas.
Assim o cliente poderá consultar pela Internet como está
o conserto de seu carro e quanto tempo demorará até
estar pronto. As melhorias trarão benefícios visíveis
a partir de 2003. A sinistralidade poderá cair até
cinco pontos porcentuais, prevê Campos Salles.
Na área de previdência privada, a popularização
gradual dos planos fez com que o banco elegesse a área como
uma das prioridades para os próximos anos. O mercado
brasileiro, hoje de US$ 15 bilhões, poderá chegar
a US$ 500 bilhões, prevê Osvaldo do Nascimento,
diretor-gerente da Itaú Previdência. Com o rombo da
previdência social pública e as restrições
que dificultam a aposentadoria com menos de 30 anos de serviço,
mais pessoas estão recorrendo a uma renda complementar. Com
isso, a empresa, quarta maior do mercado, pretende chegar à
liderança em menos de cinco anos. Em 2001, a meta é
crescer no mínimo 50%. Uma das estratégias para a
expansão é o lançamento, em março, do
PGBL Net, que será vendido somente pela Internet. Como os
custos de comercialização serão menores, a
taxa de administração será a metade da praticada
pelo mercado. O cliente ganha também seis meses de Internet
grátis da America Online, parceira do Itaú na web.
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