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Sexta-feira, 9 de Março
de 2001
UM
ANO PARA NÃO SER ESQUECIDO
Rentabilidade
e lucro recordes fizeram de 2000 um ano para ser esquecido pelo
Itaú, dono do melhor desempenho do setor
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Roberto
Setubal: “Todas as nossas linhas de negócios tiveram crescimento
significativo” |
Escolha
uma das alternativas abaixo. Qual o principal fator para que o Banco
Itaú tivesse resultados tão positivos no balanço
referente ao ano de 2000?
a)
aumento das operações de crédito
b) efeito da incorporação de bancos como
o Banerj e o Bemge
c) administração de recursos de terceiros
d) expansão da base de clientes
e) venda de produtos e serviços
Caso
essas alternativas sejam apresentadas ao empresário Roberto
Setubal, presidente do Itaú, ele não assinalará
nenhum dos itens ou marcará todos eles. Ao contrário
do que aconteceu em anos anteriores, os vistosos resultados de 2000,
apresentados há alguns dias, não foram alimentados
por essa ou aquela atividade do banco, mas sim pelo conjunto formado
por elas. Em bom português, tudo deu certo para o Itaú
no ano passado. Pela primeira vez, nos últimos 40 anos,
a economia brasileira atingiu um equilíbrio sem artificialismo,
diz Setubal. O crescimento sem crises garantiu o ambiente
ideal para a expansão do setor. Todas nossas linhas de negócios
tiveram expansão significativa.
Significativa
é uma expressão até comedida pelo que se pode
ver no balanço. O Itaú registrou o maior lucro do
sistema financeiro do País no ano passado. O resultado foi
de R$ 1,8 bilhão. Superou seu grande rival, o Bradesco, em
mais de R$ 100 milhões. Comparado ao Banco do Brasil, foi
o dobro. A rentabilidade sobre o patrimônio, de 27,7%, também
o levou ao ponto mais alto do pódio nesse mercado. Com um
crescimento de 12,5%, o patrimônio líquido bateu em
R$ 6,6 bilhões no ano passado. A rede de 2.880 agências
e postos de atendimento atende 8 milhões de correntistas.
Em
2009, o resultado do Itaú teve um empurrão decisivo
da desvalorização cambial, assim como ocorreu com
os demais bancos. No ano passado, porém, o bom desempenho
da economia foi o fator principal. Todas as áreas do
banco estavam aquecidas e prontas para aproveitar as oportunidades
que surgiram com a recuperação econômica do
País, diz Setubal. Exemplo: o crescimento do PIB, de
4,2%, e a redução do índice de desemprego para
7,1%, o menor dos últimos três anos, estimularam o
crédito para pessoas físicas. Com isso, o volume de
financiamento saltou 75% para esse público. No caso das pessoas
jurídicas, a expansão foi de 34,3%. Mais uma vez,
a conjuntura econômica favorável deu uma ajuda. Boa
parte dos negócios nasceu dos projetos de privatização
ocorridos ao longo de 2000.
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