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Sexta-feira, 9 de Março de 2001

INVESTIMENTOS FUTUROS

Gastos para acompanhar avanços tecnológicos e desenvolver produtos

  Foto: Ciete Silvério
  Segurança: arquivos gigantes para garantir que nenhum dado acabe perdido

Quando o assunto é tecnologia, nenhuma preocupação é maior entre os bancos do que a segurança de dados. Qualquer investimento em máquinas e soluções modernas vai por água abaixo se não houver garantia absoluta de que nenhuma informação será perdida ou extraviada. Afinal, trata-se da vida financeira do cliente. Por isso, o setor bancário aparece como o maior investidor em tecnologia do País. Entre os bancos, o Itaú é o que destina um dos maiores volumes financeiros para essa área. No ano passado, foram cerca de R$ 400 milhões em equipamentos, microcomputadores, telecomunicações, formação de profissionais e, principalmente, storage – ou armazenamento eletrônico de dados. Desde que virou prioridade, há dez anos, esse item já consumiu R$ 5 bilhões em investimentos do banco.

O Itaú mantém dois centros de gerenciamento de rede, um em São Paulo e outro em Campinas, interior paulista. Um é exatamente a cópia do outro, com a reprodução dos dados armazenados num grande arquivo eletrônico. Se acontecer algo em um deles, o outro é automaticamente acionado. Na principal unidade da empresa, uma equipe fica de prontidão em frente a um enorme painel de controle que indica a transmissão de dados entre a central e cada agência. Caso uma delas perca a comunicação, automaticamente é refeita a conexão com a outra unidade. “Isso nos garante que nunca ficaremos fora do ar por muito tempo e que os dados dos nossos clientes estarão sempre em um ambiente seguro”, explica Osvaldo do Nascimento, diretor de canais eletrônicos do Itaú. No pior dos casos, uma pane geral por exemplo, as informações de uma estação são transmitidas imediatamente para outra. E nada se perde. “Estamos mais preparados para um terremoto do que muitos bancos de países onde realmente ocorrem terremotos”, diz Nascimento.

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