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PODER/MARCO DAMIANI
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2001

IGLÉSIAS FICA ONDE ESTÁ

  Marcelo Min

Estão suspensas até 15 de outubro as viagens a trabalho dos funcionários do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em razão dos atentados nos Estados Unidos. Com isso, ficou transferida para dezembro a visita que o presidente Enrique Iglésias (foto) faria na semana passada à Força Sindical, em São Paulo. Mas Paulo Pereira da Silva, presidente da central, não vai ficar tanto tempo atrás da CUT, em cuja sede Iglésias esteve durante sua última passagem pelo Brasil. Pega esta semana um avião para Washington, onde terá a sua audiência. No BID, ouvir sindicalistas antes de aprovar projetos virou regra. O ex-ministro do Trabalho Paulo Paiva, hoje funcionário do banco, tem tudo a ver com isso.

BOTA FORA

O prestígio do representante do Banco Mundial no Brasil, o ganês Gobind Nankani, que deixa o cargo em 1o de outubro, pôde ser medido na quarta-feira 19, durante coquetel de despedida no Clube das Nações, em Brasília. Estavam lá técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, e diretores do BC, Armínio Fraga à frente. De volta à Washington, Nankani será o terceiro homem do BID, como vice-presidente de Gestão Econômica. Quem chega é o indiano Vinod Thomas.

FELICIDADES OPOSTAS

O consórcio sueco-inglês Saab-BAE Systems ganhou concorrência para a venda de caças para a Hungria. Vai entregar os mesmos Gripen oferecidos na na licitação internacional aberta pelo Ministério da Defesa para a renovação da esquadrilha brasileira de jatos de guerra. Por motivo radicalmente oposto, os franceses da Dassault, fabricante dos Mirage 2000-5/BR, também estão animados. Acham que a queda recorde das ações da Embraer, da qual detém 20%, é um dado favorável na disputa brasileira. Acreditam que o governo irá ajudar a empresa. Comprando os Mirage.  

EM ALTA

Os executivos da empresa de equipamentos de telecomunicações Oracil, do Mato Grosso, têm bons motivos para comemorar a eleição, na quinta-feira 20, do senador Ramez Tebet (PMDB-MT) à presidência do Senado. Desde os tempos de simples senador, lembram assessores qualificados da casa, ele sempre manteve relações amistosas com seus conterrâneos mato-grossenses. Não vai ser agora que mudará de estilo. Tebet é do tipo para quem aos amigos, tudo.
 
EM BAIXA
Na virada do primeiro para o segundo mandato do presidente Fernando Henrique, o ministro da Cultura, Francisco Weffort, balançou mas não caiu. Agora está aberta uma chance de ouro para que o governo se livre do intelectual que largou o PT no mesmo dia da derrota de Lula para FHC, em 1994. Ou a festa bancada sem licitação, por R$ 390 mil, a 300 convidados à abertura da exposição “JK: 1902-1976”, no Museu da República, no Rio, não é motivo suficiente?

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