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IGLÉSIAS
FICA ONDE ESTÁ
Estão
suspensas até 15 de outubro as viagens a trabalho dos funcionários
do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em razão dos atentados
nos Estados Unidos. Com isso, ficou transferida para dezembro a
visita que o presidente Enrique Iglésias (foto) faria na semana
passada à Força Sindical, em São Paulo. Mas Paulo Pereira da Silva,
presidente da central, não vai ficar tanto tempo atrás da CUT, em
cuja sede Iglésias esteve durante sua última passagem pelo Brasil.
Pega esta semana um avião para Washington, onde terá a sua audiência.
No BID, ouvir sindicalistas antes de aprovar projetos virou regra.
O ex-ministro do Trabalho Paulo Paiva, hoje funcionário do banco,
tem tudo a ver com isso.
BOTA FORA
O prestígio
do representante do Banco Mundial no Brasil, o ganês Gobind Nankani,
que deixa o cargo em 1o de outubro, pôde ser medido na quarta-feira
19, durante coquetel de despedida no Clube das Nações, em Brasília.
Estavam lá técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento,
e diretores do BC, Armínio Fraga à frente. De volta à Washington,
Nankani será o terceiro homem do BID, como vice-presidente de Gestão
Econômica. Quem chega é o indiano Vinod Thomas.
FELICIDADES OPOSTAS
O consórcio
sueco-inglês Saab-BAE Systems ganhou concorrência para a venda de
caças para a Hungria. Vai entregar os mesmos Gripen oferecidos na
na licitação internacional aberta pelo Ministério da Defesa para
a renovação da esquadrilha brasileira de jatos de guerra. Por motivo
radicalmente oposto, os franceses da Dassault, fabricante dos Mirage
2000-5/BR, também estão animados. Acham que a queda recorde das
ações da Embraer, da qual detém 20%, é um dado favorável na disputa
brasileira. Acreditam que o governo irá ajudar a empresa. Comprando
os Mirage.
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EM
ALTA |
Os
executivos da empresa de equipamentos de telecomunicações Oracil,
do Mato Grosso, têm bons motivos para comemorar a eleição, na
quinta-feira 20, do senador Ramez Tebet (PMDB-MT) à presidência
do Senado. Desde os tempos de simples senador, lembram assessores
qualificados da casa, ele sempre manteve relações amistosas
com seus conterrâneos mato-grossenses. Não vai ser agora que
mudará de estilo. Tebet é do tipo para quem aos amigos, tudo.
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EM
BAIXA
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Na virada do primeiro para o segundo mandato do presidente Fernando
Henrique, o ministro da Cultura, Francisco Weffort, balançou
mas não caiu. Agora está aberta uma chance de ouro para que
o governo se livre do intelectual que largou o PT no mesmo dia
da derrota de Lula para FHC, em 1994. Ou a festa bancada sem
licitação, por R$ 390 mil, a 300 convidados à abertura da exposição
“JK: 1902-1976”, no Museu da República, no Rio, não é motivo
suficiente? |
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