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MOEDA FORTE/ LEONARDO ATTUCH
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2001

O TEMPO FECHOU NA BOING
A Boeing, maior indústria aeronáutica do mundo, planejava divulgar na quinta-feira, 20, um estudo anual com projeções para o setor de aviação nos próximos 20 anos. O anúncio seria feito em um hotel de luxo em São Paulo, com estimativas para a demanda de aviões em vários países. Como era de se esperar, o evento foi cancelado. Até porque o estudo perdeu toda a sua validade depois do atentado aos Estados Unidos. Prova disso é o fato de as ações da empresa terem caído quase 40% no mercado americano na última semana, o que levou a Boeing a anunciar 30 mil demissões.

FUNDO DO POÇO

A Merrill Lynch acaba de soltar um relatório preparado por seus analistas no Brasil apontando que, pela vigésima semana consecutiva, os fundos de ações perderam recursos no País. Com a implosão da Bovespa, os investidores têm preferido papéis de renda fixa e fundos cambiais.

CASO DE POLÍCIA

A decisão da espanhola Telefónica Móviles de cancelar a troca de ações da CRT Celular por papéis da controladora vai parar na Justiça. Muitos minoritários compraram ações na expectativa da operação, que foi cancelada, segundo a Telefónica, por conta do ataque aos EUA. Com isso, os papéis caíram quase 70%. “Foi escandaloso”, diz Waldir Corrêa, presidente da Animec, a associação dos minoritários, que alega que a decisão só poderia ter sido tomada numa assembléia.

LUZ EM PORTO DE GALINHAS

Roberto Jayme  

O assunto é tenebroso, mas os técnicos da Eletrobrás escolheram um lugar paradisíaco para buscar saídas para o apagão. De 17 a 19 de outubro, em Porto de Galinhas, haverá um seminário para debater e traçar o planejamento econômico-financeiro do setor elétrico nos próximos anos. Para os interessados, as inscrições vão até o dia 30.

PERIGO NA PETROBRÁS

Segundo a imprensa espanhola, a troca de ativos entre a Petrobras e a Repsol YPF, avaliada em US$ 1 bilhão, pode naufragar. A Petrobras cederia 30% de uma refinaria no Sul em troca de 700 postos na Argentina. Isso porque a estatal brasileira estaria pretendendo renegociar os termos da operação, em razão dos riscos de desvalorização do peso. O Tribunal de Contas da União também está de olho na operação.

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