|
E
AGORA?
Maior
atentado terrorista da história deve levar os Estados Unidos
à guerra e a economia global à recessão
|
 |
|
|
|
Nova
York, 11 de setembro, 10h30 da manhã: bombeiro com o seu
extintor observa impotente o tamanho da catástrofe que tirou
do cenário de Manhattan as torres do World Trade Center, ícone
do capitalismo globalizado
|
 |
|
|
Ivan
Martins
Na
sexta-feira 14 o Senado americano aprovou, por 98 a zero, o estado
de guerra e destinou US$ 40 bilhões para a operação,
precipitando no planeta o sentimento de um novo conflito de proporções
mundiais. Mas quem é o inimigo? Na noite do dia 13, em Washington,
uma multidão apressada desceu as escadas do Capitólio,
tangida por agentes de segurança. Havia uma ameaça
de bomba no complexo que abriga o Senado e a Câmara americana.
Depois do maior ataque terrorista da história, que devastou
Nova York e destruiu parte do Pentágono, a nação
mais rica e poderosa do planeta vive sob o signo da paranóia
e da guerra. Em poucos dias, os americanos aprenderam que podem
esperar o pior, a qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer
um. O inimigo invisível está em toda parte.
 |
|
Na
Casa Branca, um presidente George W. Bush acuado pela crise deliberava
sobre o futuro. Ele tem sob a sua responsabilidade um país
enfurecido, cego de dor, que não compreende por que foi vitimado
e exige vingança, de preferência rápida e brutal,
contra o ataque da terça-feira, que ceifou milhares de vidas.
Com apreensão, o mundo espera pela decisão do homem
mais poderoso do planeta, que pode mudar o futuro de bilhões
de pessoas. A guerra em larga escala, a recessão econômica
ou o isolacionismo diplomático são opções
cujos efeitos se farão sentir
do Rio de Janeiro à Jacarta.
Próxima >>
|