| NASCE
UM GIGANTE |
| HP
oferece US$ 25 bilhões pela Compaq e cria uma potência no mercado
mundial de tecnologia
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Ivan
Martins e Duda Teixeira
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Carly
Fiorina: a nova HP venderá dois em cada três PCs nos EUA |
Por
essa ninguém esperava. Carly Fiorina, a exuberante executiva
da Hewlett-Packard, lancetou a crise da sua empresa perpetrando
uma ousadia: comprou a Compaq por US$ 25 bilhões, criando
o maior fabricante mundial de computadores pessoais. Totalmente
inesperada, ainda cercada de dúvidas, a fusão anunciada
na noite da segunda-feira, 3, produziu números de tirar o
fôlego. A nova megaempresa, que será chamada de HP,
terá um faturamento de US$ 87 bilhões. Seus funcionários
serão cerca de 145 mil, seus lucros estarão por volta
de US$ 4 bilhões e seus produtos vão liderar uma gama
impressionante de segmentos de mercado: impressoras, servidores,
computadores de mão e sistemas de armazenamento de dados,
entre outros. A nova HP tem, sozinha, quase dois terços da
venda americana de PCs e uma fatia de 18% da torta mundial, de 300
milhões de unidades/ano. É como se do dia para a noite
uma montanha tivesse se erguido em meio ao Vale do Silício,
modificando toda a paisagem. Ou como se uma nova estrela, gigantesca,
tivesse brotado repentinamente no horizonte. A fusão
fará de nós um competidor mais efetivo e um parceiro
mais eficiente. Daremos o rumo da indústria de tecnologia
nos próximos anos, disse Fiorina, que será a
principal executiva da organização, secundada por
Michael Capellas, presidente da Compaq. Quem não acredita
nisso, fique olhando, disse ela.
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Haverá
muita gente de olho, inclusive no Brasil. Aqui, as duas marcas têm
boa penetração e atuam de forma concorrente em vários
segmentos de mercado. Mas enquanto a Compaq lidera na área
de PCs, (no qual a HP faz papel de figurante), sua nova parceira
domina sobranceira as vendas de impressoras. No ano passado, a HP,
comandada aqui por Carlos Ribeiro, faturou no Brasil cerca de R$
1,7 bilhão, com lucro de R$ 40 milhões. Os analistas
dizem que nos últimos meses as duas empresas vinham convergindo
sobre um mesmo mercado, o de serviços corporativos, no qual
se pode vender máquinas, programas e consultoria com preços
mais altos do que nas lojas. Juntas, HP e Compaq poderão
competir de forma mais eficiente com a IBM, que tem extraído
uma parte crescente do seu faturamento brasileiro com a gestão
tecnológica das empresas. Se terão ou não sucesso
nessa empreitada ainda está em aberto, mas é certo
que uma parte importante dessa fusão será decidida
no Brasil, o maior mercado da América Latina e um dos poucos
no mundo com porcentuais elevados de crescimento. Este ano
o mercado brasileiro vai crescer 14%, prevê Bruno Rossi,
analista do IDC brasileiro. Comparado ao resto do mundo, o
potencial é enorme.
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