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NEGÓCIOS/CAPA

Sexta-feira, 13 de Julho de 2001
O CO-PILOTO ASSUME A TAM
Daniel Martin, o braço direito de Rolim Amaro, é guindado à presidência da companhia com a missão de superar o baque da morte do comandante e mantê-la na rota da liderança do setor aéreo nacional

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Andrea Assef

Régis Filho  
Rolim: acidente no auge do sucesso empresarial  

Senhores passageiros, aqui começa um vôo que foi obrigado a mudar de rota em pleno ar. O céu claro de um azul anil que recebera aquele avião com um largo sorriso, de repente se fechou. A mais violenta das tempestades desabou sobre o aparelho. Agora, passado o primeiro impacto, volta a ganhar altitude e se prepara para seguir viagem. Ainda meio atordoada, a aeronave em questão atende pelo nome de TAM, a companhia aérea que perdeu, na semana passada, o seu criador, aquele que a fez à sua imagem e semelhança, o comandante Rolim Adolfo Amaro, 58 anos. Ele mal teve tempo de comemorar os dois maiores feitos da história da empresa. Além de entrar para o seleto time de companhias brasileiras com faturamento acima de US$ 1 bilhão, a TAM ainda fez uma ultrapassagem histórica sobre a Varig. Ficou em primeiro lugar no mercado de aviação doméstica no semestre, com 31% do total de passageiros contra 29% da concorrente.

  Zeca Caldeira
  Martin: “Vamos continuar os projetos de Rolim”

E agora, como fica a TAM de Rolim sem o Rolim? Essa era a pergunta, quase automática, que se seguia aos comentários estupefatos sobre a trágica morte do fundador, na manhã do domingo, 8, quando seu helicóptero caiu numa fazenda perto da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero (além dele, morreu Patrícia dos Santos Silva, gerente da empresa, que também estava no aparelho). A agilidade de resposta da TAM foi no melhor estilo Rolim. Dois dias após sua morte, o conselho de administração se reuniu e escolheu Daniel Mandelli Martin, 48 anos, então vice-presidente corporativo e estratégico, para o lugar do comandante. Martin, casado com Lesy Amaro Martin, irmã de Rolim, era o braço direito do presidente. “Ele revolucionou a aviação brasileira e vamos manter essa trajetória”, afirmou Martin à DINHEIRO, dois dias após sua indicação (leia entrevista na pág. 55).

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