Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Fique por dentro
 Multimídia
 Galeria de Fotos
 Bate-papo
 Tire sua dúvida
 Especiais
 Quiz
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 
 
 
 

NEGÓCIOS/ CAPA

Sexta-feira, 15 de Junho de 2001

A MILIONÁRIA CORRIDA GENÉTICA

Gigantes dos computadores aderem ao Projeto Genoma e
investem alto na Bioinformática, uma nova indústria que
deve movimentar US$ 27 bilhões até 2003

Clique aqui para comentar esta matéria

Mariza Cavalcanti

 

A corrida para transformar as descobertas genéticas num dos maiores negócios do século ganhou a adesão dos nomes mais importantes da informática mundial. Potências como Compaq, IBM, Intel e HP estão desenvolvendo máquinas, softwares e serviços para acelerar aquela que promete ser a mais reveladora experiência humana: entender os genes, as proteínas e os processos dos organismos vivos e, assim, revolucionar a prevenção e o tratamento das doenças, desenvolver novos tipos de alimentação e transformar radicalmente a agricultura. Ao esforço que cientistas travam em todo o mundo na busca da compreensão do mapa genético somou-se definitivamente a capacidade dessas empresas para criar o capital tecnológico. “O desenvolvimento do setor de biotecnologia contará com equipamentos cada vez mais modernos”, garante o presidente da Compaq Brasil, Emilio Umeoka. Com a aceleração dos projetos na área genética, criou-se uma nova e promissora indústria, a da bioinformática, que movimenta hoje por ano respeitáveis US$ 3,5 bilhões em todo o mundo. Até 2003, segundo a perspectiva das companhias, essa cifra deverá subir para US$ 27 bilhões anuais.

Os valores gerados pelo negócio da vida causam furor na indústria da informática. Não é à toa. A ponte que conduzirá a humanidade da revolução industrial para o século da biotecnologia está sendo cimentada pela união das forças intelectual e tecnológica. As empresas de informática perceberam o papel que detêm nessa transição principalmente de alguns anos para cá. Vários projetos foram desenvolvidos ao longo da década de 90 para desvendar o seqüenciamento do genoma humano, mas só a partir de 1998 o intricado código genético começou a se revelar. As primeiras grandes descobertas desse mistério da vida devem-se principalmente à aventura do cientista americano J. Craig Venter, criador, junto com a empresa PE Corporation, da Celera Genomics, que, no ano passado, anunciou a conclusão do primeiro mapa integral genético. Para chegar a essa descoberta – comparada pela comunidade acadêmica à invenção da roda, à teoria da relatividade e à chegada do homem à lua –, a Celera contou com um grande trunfo: um dos mais velozes supercomputadores civis do planeta. “É possível dizer que ele é a principal ferramenta para o estudo do genoma”, afirma Márcio Trevisan, gerente de negócios da Compaq, parceira da Celera no projeto.

Maria Di Andrea Hagge
 
Gandour, gerente de Novas Tecnologias: softwares e supercomputadores exclusivos para ciências da vida  

Mas, por quê? Para os desavisados, um estudo científico pode remeter à idéia de um grande grupo de cientistas debruçados sobre estudos infindáveis. É isso e muito mais. A pesquisa do genoma – isto é, do código genético – se apóia numa moderníssima base tecnológica, que garante a execução de trabalho, digamos, mais braçal. A compreensão da fabulosa engenharia genética dos seres vivos tem produzido um número explosivo de dados. “Só máquinas muito poderosas poderiam ajudar a lidar com a quantidade crescente de dados gerados por essa pesquisa”, diz Fábio Latuf Gandour, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil. A companhia americana concluiu, por exemplo, que com a ajuda da informática os resultados dos cruzamentos de dados podem ser obtidos em até 30 minutos, contra os três meses exigidos pelo método tradicional. Em agosto de 2000, a companhia montou o departamento Life Sciences, dedicado à criação de produtos de gerência de informação para as necessidades das ciências da vida. “Não imaginávamos a demanda que teve”, conta Gandour.

Próxima >>

ENQUETE 1
Você recorreu às delegacias do consumidor alguma vez?
 

• Sim, só para consultas

  • Sim e abri processo contra uma empresa
  • Não, elas não resolvem nada
  • Não, acertei direto com a empresa
Vote aqui
FÓRUM 1
ENQUETE 2
Você pagaria mais para ter Internet com alta velocidade?
 

• Sim. Chega de conexões lerdas

  • Não. Mesmo com a banda larga, as conexões ainda são lentas
Vote aqui
FÓRUM 2

 

© Copyright 1996/2001 Editora Três