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Sexta-feira, 1de Junho de 2001
CEM
ANOS DE LUCROS GERDAU
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Dinastia:
Klaus, Frederico, Jorge e Germano (da esq. à dir.): atuação
complementar no comando da empresa |
Com
cem balanços anuais no
azul, a família Gerdau consolida seu império secular como uma
das maiores forças mundiais
da siderurgia |
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Marco
Damiani e Anderson Schneider (fotos), de Porto Alegre
Duas
guerras mundiais, trocas de moeda, planos econômicos, revolução
tecnológica, ditaduras, democracia. Tocar uma empresa familiar
e com ela cortar de ponta a ponta todo o conturbado século
passado é uma saga que poucos atravessaram. No caso dos Gerdau,
a façanha que agora completa exatos 100 anos ganha cores
de colosso. De uma fábrica de pregos em Porto Alegre com
40 funcionários em 1901, estes descendentes de imigrantes
alemães podem exibir hoje ao mundo um grupo siderúrgico
plantado em cinco países além do Brasil, com 12 mil
funcionários e usinas que geraram, em 2000, 7,1 milhões
de toneladas de aço, faturamento bruto de R$ 6 bilhões
e lucro de R$ 406 milhões. Quando se olha para trás
e se vê que tantas legendas da indústria nacional viraram
pó, o que mais impressiona na Gerdau é o fato de,
ano a ano, o grupo jamais ter exibido um balanço negativo.
Foi
lucro atrás de lucro, a cada ano. A empresa nunca se
acomodou com o sucesso e foi à frente, diz Maria Silvia
Bastos, presidente da CSN e eleita na semana passada presidente
do Instituto Brasileiro de Siderurgia. Sempre que possível,
copio o que a Gerdau faz. O lucro, estofo do capitalismo,
para o grupo é uma palavra sagrada. Nosso objetivo
sempre foi crescer com lucratividade, reconhece o presidente
da organização, Jorge Gerdau Johannpeter. Sem
bases sólidas como ética, respeito e solidariedade,
teria sido impossível. Quanto aos pregos que deram
início à escalada empresarial da família, registre-se
que, atualmente, os Gerdau são simplesmente os maiores fabricantes
do planeta.
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