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Sexta-feira, 4 de Maio de 2001
RELAÇÕES
PERIGOSAS
Um
racha interno na Sasse, seguradora ligada à Caixa Econômica
Federal (CEF), começa a trazer à tona informações
confidenciais que podem azedar o clima nas duas entidades. Documentos
emitidos pela Gerência Executiva de Contabilidade da Sasse
mostram que a Caixa usou irregularmente pelo menos R$ 11,8 milhões
de recursos da Sasse entre 22 de julho de 1999 e 13 de setembro
do ano passado. Na época, a Sasse, que acaba de ser privatizada,
tinha como um dos principais sócios o banco estatal. Entre
os serviços que Caixa teria usufruído às custas
da Sasse estão patrocínios à Fundação
Gilberto Freyre, Orquestra Sinfônica do Recife e trabalhos
de consultoria como a Arthur D. Little e Azevedo Sette Advogados.
Tanto a Caixa quanto a Sasse negam as acusações.
CARGA PESADA
Funcionários
e diretores dos supermercados Carrefour e Paes Mendonça serão convocados
nas próximas semanas a depor na CPI que investiga o roubo de cargas
no Brasil. As duas empresas foram acusadas por Sálvio Barbosa, membro
de uma quadrilha, de comprar contêineres roubados. O Carrefour do
Recife também é acusado em inquérito policial de comprar uma carga
de 500 celulares Ericsson em junho do ano passado.
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EM
ALTA |
Na
esfera econômica, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga,
comemorou discretramente a estabilização do dólar. No campo
político, partiu para a ação: decidiu finalmente tomar uma atitude
enérgica sobre o desvio de R$ 10 milhões do Banpará. O processo
somente deverá ser reaberto porque Fraga não aceitou as explicações
para o arquivamento do caso dadas pelo procurador Vicente Miranda
Filho. Com isso, ele se transforma em mais uma pedra no caminho
do presidente do Senado, Jader Barbalho. |
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EM
BAIXA
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A
cantora Gal Costa desafinou ao se unir a outros artistas e intelectuais
baianos para dar na semana passada apoio ao senador Antônio
Carlos Magalhães, ameaçado de cassação no escândalo da violação
do painel eletrônico do Senado. Por trás dos afagos está muito
mais do que a afinidade ideológica entre o político e os chamados
Doces Bárbaros. Afinal, ACM é de longe o incentivador financeiro
número um do coeso grupo, sempre afinado quando soa o refrão
“atrás das verbas públicas só não vai quem já morreu”. |
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