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Equipe Microsoft: a idéia inicial era merchadising no
Show do Milhão, |
Agora,
com o Computador do Milhão, é possível dar
um futuro melhor para os seus filhos, porque toda criança
vai precisar de um computador para poder fazer seus trabalhos escolares,
disse à DINHEIRO o dono do SBT e apresentador do Show do
Milhão, Silvio Santos. E completou: Da mesma forma,
os adultos necessitam do computador para se prepararem para o mercado
de trabalho. De Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, Bill
Gates elogiou, na sexta-feira, o negócio fechado por sua
equipe brasileira. É uma superoportunidade para as
pessoas que até hoje não tinham acesso à nossa
tecnologia. Vamos em frente, disse ele à DINHEIRO,
por e-mail.
As palavras dos dois magnatas refletem, de forma precisa, como cada
uma das empresas enxerga essa empreitada. Para a equipe de Silvio
Santos, liderada pelo vice-presidente José Roberto Maluf,
trata-se de usar o poderio do SBT e do banco PanAmericano para diminuir
a exclusão digital que mantém os pobres
e seus filhos a quilômetros dos teclados dos computadores.
Teremos algum lucro, mas isso para nós não é
o mais importante, afirma Maluf, de 55 anos. Nossa principal
motivação é ajudar as famílias com menos
recursos a entrar no mundo dos computadores. Os executivos
da emissora contam com a fidelização ainda maior da
audiência do SBT e o aprofundamento da sua marca entre os
consumidores, mas insistem que esses são ganhos marginais
em relação aos objetivos sociais do projeto. Na prática,
o SBT vai aportar R$ 50 milhões de divulgação
gratuita para o Computador do Milhão (incluindo falas de
Silvio Santos e Hebe Camargo) e taxas de juros de 3,2% do PanAmericano,
menores que os 4,5% oferecidos usualmente pela instituição
para esse tipo de produto. Já outro sócio-majoritário
da idéia, Mauro Muratório Not, principal executivo
da Microsoft no Brasil, vê no projeto a oportunidade de lançar
uma sonda em uma parte do mercado que ninguém na indústria
de informática brasileira ainda conseguiu tocar: os quase
13 milhões de lares que não têm computadores.
Para nós é um investimento, resume Not.
A Microsoft abriu mão da sua margem normal para equipar o
micro do milhão com meia dúzia de programas simples,
incluindo Windows, Encarta e Works. Se forem vendidas 500 mil unidades
de PCs, a empresa terá renunciado a cerca de R$ 38 milhões.
Em troca, terá aberto uma nova frente de mercado. O
uso do computador é evolutivo, explica Not. As
pessoas começam com programas simples e tendem a evoluir
para outros mais caros.
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