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Sexta-feira, 4 de Maio de 2001
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PRIORIDADE É O CAIXA |
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Em
troca de continuarem ausentes da lista dos contribuintes
do IPTU, clubes paulistanos tradicionais como Harmonia,
Pinheiros (foto) e Paulistano procuraram a prefeita Marta
Suplicy com uma proposta tentadora. Consertariam o que
fosse preciso nos depauperados 22 centros desportivos
municipais existentes em São Paulo, aceitariam a responsabilidade
pela manutenção e, ainda, juntariam recursos para construírem
mais dez. Até mesmo para integrantes do PC do B, que controlam
a Secretaria Municipal de Esportes, a iniciativa pegou
bem. Mas Marta disse nem pensar. “Tenho outras prioridades.”
De fato, desenha-se neste momento na Secretaria de Finanças
uma reestruturação integral das rendas imobiliárias da
Prefeitura que tem de ficar pronta até o próximo mês.
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MALHA ESTICADA
A
All, empresa ferroviária pertencente ao grupo GP Investimentos,
de Jorge Paulo Lemann (foto), está de olho comprido na Dellara.
Trata-se da maior transportadora de cargas por rodovia do Paraná.
A idéia é promover uma fusão que integre trens e caminhões debaixo
de uma mesma holding. Em tempo: o GP já tem uma malha ferroviária
na Argentina, a Converge. Ficará, assim, com amplos domínios sobre
o transporte de mercadorias do Centro-Oeste do País ao sul do continente.
PÂNICO NO
CORREDOR
Passado
o Plano de Demissão Voluntária no Banespa, o Santander vai começar
com as demissões involuntárias, decapitando funcionários com idade
acima dos 40 anos. Não vai ser difícil achar gente nessas condições.
Dos 20.100 empregados registrados no dia da privatização, exatos
9.483 tinham mais de 15 anos de banco. Outros 9.855 tinham entre
dez e quinze anos no emprego. Como concursos públicos só aceitavam
maiores de idade, conclui-se que quase todos os que circulam pelos
corredores do banco têm motivos para ter medo, muito medo.
TAXA SUBTERRÂNEA
Se
a idéia vingar, as concessionárias de serviços públicos que atuam
em São Paulo terão de pagar IPTU pelo uso do solo. A Associação
Paulista dos Municípios está orientando seus filiados a cobrar o
imposto sobre a área perfurada por postes e túneis. Há cálculos
de que a novidade renderia R$ 400 milhões por ano às 645 cidades
do Estado. Executivos das concessionárias lembram que, no tempo
em que o serviço era feito por estatais, ninguém tocava no assunto.
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