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Sexta-feira, 9 de Março de 2001

PESCARIA EM ALTO ESTILO

Onde estão os roteiros mais sofisticados do mundo

Marta Barbosa

  Foto: Divulgação
  Aventura Cara: uma semana em outro oceano pode custar entre US$ 1.500 e US$ 4.500

Um equipamento barato, uma cesta de palha e um cantinho à beira do rio. Não é preciso muito mais para viver momentos de pescador. Mas quem já fez isso uma, duas ou várias vezes sabe que o prazer do esporte está justamente em deixar de lado essa simplicidade e apostar em programações inusitadas e, por que não, sofisticadas. Uma boa história de pescador sempre inclui uma aventura num oceano distante. Roteiros não faltam. Que tal capturar uma truta gigante no Lake Victoria, na África, visitar a capital mundial do salmão, no Canadá, ou ir em busca de novos pontos para pesca nas baías da Nova Zelândia?

Foto: Divulgação  
Trilha Certa: campeonatos no Chile (à esq.) e trutas no Canadá (abaixo) e na África  

Para começar sem ir muito longe, uma boa opção é o Chile. O país é conhecido pelas trutas gigantes e pelos campeonatos na região de Puerto Varas. O local atrai gente do mundo inteiro. O roteiro de seis dias, que só não inclui a parte aérea, custa cerca de US$ 1,5 mil. A mesma quantidade de dias no Alasca sai por US$ 4,5 mil. O programa lá é conhecer o Ultima Thule Lodge, um dos maiores parques nacionais do mundo, onde se pratica o fly-in fishing – modalidade em que o pescador fica com água na altura da perna e utiliza uma isca em formato de barbatana. “Tem sido a forma preferida por empresários que querem fugir da rotina”, diz Heloisa Levy, da Interpoint Viagens. Para quem sonha em conhecer lugares ainda menos freqüentados, a trilha está na Nova Zelândia. “Só agora a região virou ponto de turismo de pesca”, explica Luz Marchena, da Zogbi Turismo. Novidade só para os turistas, porque as baías da Nova Zelândia já abrigam pescadores locais desde 1920. Quatro dias por lá custam US$ 2.285. A passagem não está incluída.

Uma dúvida comum nessas viagens é saber o que fazer com o peixe depois de capturado, afinal você está a milhares de quilômetros de casa. Na Heron Island, na Austrália, o problema é resolvido com um chef de cozinha que os hotéis disponibilizam para os hóspedes/pescadores. O peixe vira jantar. Seis dias de viagem na Austrália, sem parte aérea, saem por US$ 4.565. Se além de pescar, a idéia for se aventurar, que tal a África? Mais precisamente Lake Victoria, o segundo maior lago de água doce do mundo. Lá existem trutas tão grandes que nem parecem de verdade. A programação de seis dias custa US$ 3 mil. Pelo mesmo preço, você passa três dias no Painter’s Lodge, lugar que se denomina a capital mundial do salmão. Só um detalhe: os peixes estão por lá entre outubro e abril. Fora disso, você corre o risco de terminar o passeio sem uma fisgada sequer.

     
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