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PODER/EXPEDITO FILHO

Sexta-feira, 9 de Março de 2001

O GRAMPO DE NOVO

Foto: Joedson Alves/ae  

O último lote de fitas do grampo do BNDES, contendo os diálogos sobre o processo de privatização do antigo Sistema Telebrás, está nas mãos de um alto funcionário do grupo Telemar. Quem ouviu assegura que os trechos da conversa são comprometedores. Detalhe importante: envolvem apenas um ex-graúdo funcionário do governo federal, e não uma constelação de estrelas do primeiro time, como se pensou à época. Toda a fita foi ouvida pela última vez em um apart-hotel em Belo Horizonte.

OUTRA VERSÃO

 

O empresário Carlos Jereissati tem dito a interlocutores que o objeto de sua conversa com o senador Antônio Carlos Magalhães, pedida pelo deputado Heráclito Fortes, não foi o papel de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do BB, durante o processo de privatização. Ele, na ocasião, falou mal sim, mas do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (foto).

EM ALTA

O ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, vai ganhar mais músculos dentro do governo. Não é apenas Furnas que será engolida pelo seu ministério. Ele também ficará responsável pela privatização de todo o setor elétrico. Fernando Henrique Cardoso avalia que Tápias tem perfil de boxeador e estatura para defender o processo de privatização. Depois de tantas perdas entre os seus aliados mais ferrenhos, FHC espera encontrar em Tápias um daqueles aliados que não têm medo de defendê-lo.
 
EM BAIXA

Ainda não se sabe o que realmente passa pela cabeça do ex- ministro da Previdência, Waldeck Ornellas. Mal desmontou do cargo, Ornellas, que é senador e apadrinhado de ACM, faz do compadrio uma gangorra de opiniões despersonalizadas: defendia o governo com empenho, quando o cacique baiano mandava. Agora, depois que ACM rompeu com FHC, virou o mais apaixonado oposicionista. A relação com ACM é tão forte que não lhe permite sequer a liberdade de expressão.

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