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Sexta-feira, 9 de Março
de 2001
NO
BRASIL, O ANTÔNIO ERMÍRIO DA ÍNDIA
Ratan
Tata estréia por aqui investindo em energia
László
Varga
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Sarathy,
da filial: projetos de US$ 5 bilhões |
Os
indianos estão cada vez mais chegados ao Brasil. Enquanto
o governo negocia com indústrias farmacêuticas da Índia
a compra de genéricos para Aids, o grupo Tata, maior conglomerado
privado daquele país, com faturamento de US$ 15 bilhões,
está estreando por aqui na área de energia elétrica.
Sua subsidiária TCE Consulting Engineers, especializada em
projetar usinas, acaba de fechar uma parceria com as brasileiras
Logos e Enerconsult, a fim de explorar a demanda enorme de termelétricas.
Querem abocanhar nada menos que 10 dos 50 projetos previstos para
entrar em atividade até 2004 o equivalente a US$ 5
bilhões em investimentos. Isso, no entanto, pode ser apenas
o começo. Além de desenhar e administrar usinas, a
holding Tata estuda entrar como investidora no ramo. Estou
tentando convencer nossa companhia geradora de energia, a Tata Power,
a vir também ao Brasil, afirma Prem Sarathy, presidente
da TCE. Segundo ele, há razões para isso. A
Índia e o Brasil são países em desenvolvimento
à procura de custos mais baratos para gerar energia,
declara.
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| Ratan
Tata: presidente e dono do grupo que possui 80 empresas |
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Entre
as fontes baratas de energia que o grupo tem explorado estão
resíduos de arroz e o bagaço de cana-de-açúcar
. Mesmo sendo uma gigante, a chegada da Tata por aqui não
chamou muito a atenção. Um equívoco. Proprietária
de siderúrgicas e indústrias químicas, produz
também diversos produtos, de carros e relógios a máquinas
e aspiradores de pó. É dona, ainda, de 40 hotéis
da rede Taj, espalhados pela Ásia, Inglaterra e EUA. O
conglomerado também tem avançado na área de
softwares, que gera receita de US$ 500 milhões anuais,
afirma Sarathy. Enfim, é a versão indiana do grupo
Votorantim.
A parceria para a construção de termelétricas
no Brasil faz parte do processo de internacionalização.
Na Argentina, um projeto ambicioso está nos planos, em parceria
com a brasileira Logos. Ganhamos a licitação
para construir uma termelétrica de 3 milhões de megawatts
orçada em US$ 2 bilhões, afirma Antonio Rocha,
presidente da Logos. As duas empresas só esperam o sinal
verde dos investidores para iniciar o projeto.
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