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Sexta-feira, 2 de Março
de 2001
PRÓXIMOS
LANCES
O presidente
Fernando Henrique Cardoso passou o final da semana passada meio
aéreo. A visita a Mário Covas na quarta-feira 28 deixou
FHC de moral baixa. Ainda assim, ele organizou alguns de seus próximos
lances no xadrez do poder. Decidiu, por exemplo, que a mexida no
governo se restringirá às substituições
de Waldeck Ornelas, na Previdência, pelo senador José
Jorge (foto), do PFL-PE, e de Rodolpho Tourinho, no Ministério
das Minas e Energia, por alguém que represente mais votos
para o governo no Congresso. Os aliados vão precisar deles
para evitar a CPI da Corrupção.
NEM ALCIDES,
NEM ELISEU
Na
agenda de FHC, nem Alcides Tápias deixa o Ministério
do Desenvolvimento nem tampouco Eliseu Rezende assume o Ministério
das Minas e Energia. O primeiro fica para fazer contraponto ao Ministério
da Fazenda. O segundo não entra para evitar qualquer lembrança
de Itamar Franco.
DUAS LEITURAS
A saída
do diretor-financeiro da Petrobras, Ronivon Vaz Moreira, na semana
passada, foi lida de duas formas: ou o presidente da estatal, Henri
Philippe Reichstul, foi obrigado a fazer uma concessão ou
é o primeiro sinal de uma possível cerimônia
de adeus. Para quem não sabe, Vaz Moreira era homem de primeira
hora de Reichstul.
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EM
ALTA |
Foi
um luxo só a defesa que a prefeita de São Paulo,
Marta Suplicy, fez da privatização. Primeiro,
porque ela discursou em francês. Depois, porque o pronunciamento
foi feito em Paris, durante um inverno rigoroso. Marta falou
para empresários franceses e, ainda, para o primeiro-ministro
socialista Lionel Jospin. Segundo a prefeita, privatização
não dá urticária. Para ficar bem na foto,
basta que madame Suplicy reproduza o mesmo discurso entre os
petistas, mas em bom português. |
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EM
BAIXA
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O
procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, não
tem fama de rápido no gatilho. Ele, entre outros exemplos
banais, deixou de mandar apurar as alterações
que resultaram em custos adicionais de R$ 2,84 milhões
na sede da Procuradoria-geral. Também demorou a investigar
o envolvimento de um integrante de sua equipe com venda de títulos
públicos. Aceita-se até que haja uma certa discrição
no desempenho do cargo, que não pode ser confundida com
uma certa inoperância. |
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