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Sexta-feira, 2 de Março
de 2001
INVESTIGAÇÃO
NO PÓDIO
A Superintendência
de Seguros Privados mira suas baterias para a Porto Seguro. Terceira
maior seguradora do País, a companhia lançou na rubrica provisão
para tributos 73% do patrimônio líquido de 2000. Desconfia-se, na
Susep, que ou a companhia deve impostos, e ninguém sabe oficialmente,
ou não quer distribuir dividendos para acionistas. Para efeito de
comparação, a primeiro do ranking, Bradesco Seguros, e a segunda,
Sulamérica, têm respectivamente as mesmas provisões na casa dos
27% e 31%.
MEIA-VOLTA
Os
ingleses da Vodafone querem mesmo entrar na linha. Executivos da
empresa acompanham de perto a movimentação do ministro
Pimenta da Veiga, interessado em atrair mais uma grande operadora
para atuar na terceira geração de celulares. Às
vésperas do frustrado leilão da Banda C, a vontade
da Vodafone de atingir o mercado brasileiro era tanta que representantes
da Ericsson, Nokia e Alcatel foram à Inglaterra fechar contratos
para fornecimento de equipamentos. Não deu certo, mas os
ingleses ainda sonham.
MIDAS
O diplomata
Jório Dauster (foto) deixou sem notícia os boateiros.
Sustentado no lucro recorde da Vale, de R$ 2,1 bilhões em
2000, ele vai manejando a empresa com lances agudos. Pensa, agora,
em se desfazer de ativos ou até mesmo do controle acionário
da Docenave, o braço de navegação da companhia.
E também tem planos para o ouro que a empresa extrai atualmente
de três minas brasileiras. Informado de que essas minas, que
proporcionam à Vale uma retirada anual de 17 toneladas, podem
estar esgotadas dentro de cinco anos, ele baixa uma carta da manga.
Com uso de novas tecnologias, as minas de cobre da Vale no Maranhão
e no Pará podem, a partir de 2007, ter o ouro como subproduto.
Dali poderemos retirar entre 18 e 19 toneladas por ano,
crava o presidente.
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