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EDITORIAL

Sexta-feira, 2 de Março de 2001

FHC ABRE A AGENDA FINAL

 

O prazo foi contabilizado na base governista: Fernando Henrique tem apenas mais um ano legislativo – para implementar reformas – e dois administrativos. É que em ano eleitoral, como o próximo, reza a tradição, não se aprova nada, exceto aquela cota de obras galvanizadoras de atenções e votos. E assim, o presidente começa, nesta semana, a correr contra o tempo. Vai acelerar o canteiro de realizações, especialmente econômicas, para lustrar seu prestígio e comandar a sucessão. Aos aliados, abre na terça-feira, 6, uma agenda de projetos, propostas, intenções – em forma de pacote – que garantem aplausos. É um cozinhão de verbas econômicas e sociais, já listadas, mas agora reunidas numa única peça orçamentária. Há também medidas efetivas que viram de cabeça para baixo a lei de falências, uma idéia de criação da lei de responsabilidade monetária, decisões sobre a CPMF, sobre reforma tributária, reforma previdenciária, um novo programa de bolsa-saúde, a regulamentação da Lei das S/As – enfim, é um calhamaço de metas de longo alcance. A que serve? A intenção do governo é garantir que, ao menos aos olhos da opinião pública, fique a imagem de uma administração com projeto de condução do País. Neste momento, o time de FHC precisa mostrar que não está parado, sem rumo. A estratégia é a mesma de outros tempos, quando buscava se demonstrar que existiam propostas, mas elas não andavam por conta e ônus da falta de aprovação no Congresso e no Judiciário. É certo que, desta vez, o governo não quer, nem pode, fazer só teatro. O que está em jogo é a imagem com a qual ele será emoldurado após o fim da gestão: ficará a marca de um governo amarrado, tolhido e tímido ou a de um realizador, desenvolvimentista e moderno? Pesa sobre os sonhos de FHC o eterno anseio de imitar JK, o “tocador de obras”. Ele começou o primeiro mandato prometendo chegar lá, com os cinco dedos abertos sustentando, cada qual deles, diferentes metas. Caso não as conclua, pode terminar o segundo e último dos mandatos mais próximo de um modelo Sarney de promessas frustradas.

Carlos José Marques

     
FÓRUM 1

Está na boca do forno um projeto que dará independência ao BC. Com isso, mesmo que FHC deixe o governo, a diretoria do banco não seria trocada. Você acha que essa é uma boa medida? Por quê?

ENQUETE 1
A Mega-Sena acumulou novamente. Agora são R$ 23 milhões! O que você faria se ganhasse toda essa bolada?
 

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FÓRUM 2

A Telemar está afiando as garras para competir com a Telefônica. Na sua opinião, quem leva a melhor? Por quê?

ENQUETE 2
Privatizar presídios é uma boa saída para resolver o problema da superlotação?
 

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