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Sexta-feira, 2 de Março
de 2001

A
lista secreta das 81 empresas que fornecem
equipamentos e serviços para as Forças Armadas,
um negócio que movimenta US$ 1,4 bilhão
Estela
Caparelli
Um
seleto grupo de 81 empresas brasileiras domina atualmente um dos
negócios mais poderosos e restritos do País: a venda
de material bélico e serviços para as Forças
Armadas. Juntas, as máquinas de guerra formam um mercado
que deve movimentar este ano cerca de R$ 1,4 bilhão. Os nomes
de algumas dessas parceiras das Forças Armadas ficaram conhecidos
em meio à divulgação de projetos da Defesa.
A lista das fornecedoras, no entanto, sempre foi mantida em sigilo.
DINHEIRO teve acesso à relação. Nela, é
possível encontrar nomes conhecidos como Embraer, Forjas
Taurus e Pirelli. A maior parte, no entanto, é identificada
apenas por quem conhece o assunto. É o caso da Acron, a empresa
de criptografia dos militares, a CBC, produtora cartuchos, e a Mectron,
fabricante de mísseis.
Das 81 empresas, 13 são empresas da área aeronáutica,
sete dedicam-se à engenharia naval, 21 são estaleiros
e 40 fazem sistemas de defesa ou armamentos. Nem todas dedicam-se
exclusivamente aos militares. A Pirelli, por exemplo, tradicional
fabricante de pneus, aparece na lista como fornecedora de cabos
elétricos para a engenharia naval. Na seção
de armamentos estão empresas como a Atômica, que fabrica
sistema de simulação de granada e produtos químicos,
e a Blitz, que faz cofres para munição. Na lista também
figura a Mectron, a principal fornecedora de mísseis para
as Forças Armadas. A empresa, localizada em área de
30 mil metros quadrados em São José dos Campos, tem
130 funcionários e é parceira dos militares há
10 anos. É preciso ser realista. Não se pode
esperar grandes saltos no negócio. É um mercado estável
e de longo prazo, diz Rogério Salvador, diretor-comercial
da Mectron.
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