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Sexta-feira, 2 de Março
de 2001
Um
dos alunos do BB é a Seara, tradicional exportadora de congelados.
No ano passado, os funcionários da área de exportação
da empresa aprenderam durante dois dias os detalhes burocráticos
da documentação necessária para a exportação.
Notas fiscais, faturas, certificados sanitários, cada documento
foi esmiuçado pelos professores. O detalhamento faz sentido.
Informações desencontradas na papelada fazem com que
o produto tenha a liberação adiada no país
de destino, atrasando o pagamento ao exportador. Na Seara, o problema
foi resolvido com o treinamento. Agora, todas as áreas
conhecem todo o processo de exportação e podem solucionar
problemas rapidamente, diz Márcio Mesquita, gerente
da área financeira da Seara, que exportou 3 mil toneladas
de produtos para a Rússia no ano passado.
Na sala de aula, os exportadores aprendem até mesmo técnicas
para obter dinheiro mais rápido dos bancos para financiar
suas vendas. Essa foi uma das disciplinas procuradas no ano passado
pelos executivos da Clo Zirone, uma empresa mineira que se especializou
na fabricação de perfuradores hidráulicos para
fundações na América Latina. No curso, o gerente-financeiro
Wesley de Abreu e a chefe da área de comércio exterior
Angelica dos Anjos aprenderam todos os detalhes burocráticos
das quatro principais linhas de crédito disponíveis
no mercado para a exportação.
Durante a exposição, os professores alertaram os alunos-exportadores
quais são os cuidados básicos para evitar que o importador
deixe de pagar o financiamento obtido na compra de um produto. Lições
que a empresa vai transformando em lucros. Suas exportações
saltaram de US$ 600 mil em 1998 para US$ 950 mil no ano passado.
Este ano, a empresa já vendeu US$ 850 mil para o exterior,
mais da metade da meta anual de US$ 1,2 milhão.
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