24 de Janeiro de 2001

Depois
de comprar marcas tradicionais de alimentos,
gigante parte rumo à liderança
Mariza
Cavalcanti
O escritório
da Unilever no Brasil, instalado no Centro Empresarial de São
Paulo, ficou alvoroçado neste início de ano. Logo
depois de tomar posse como presidente da subsidiária brasileira,
Vinicius Prianti deu as primeiras ordens. Enterrar o nome Gessy
Lever, que por 40 anos designou a maior empresa de higiene e limpeza
do País; acelerar a consolidação das operações
incorporadas pelo grupo com a aquisição da norte-americana
Bestfoods (que detém por aqui a guerrilheira Arisco e a tradicional
Refinações de Milho, Brasil) e definir uma nova estratégia
para os negócios na área de alimentos. O homem que
começou como estagiário da companhia no País
30 anos atrás está com pressa. A empresa anglo-holandesa,
dona de um faturamento global de US$ 45 bilhões, tem ímpetos
de crescer no Brasil. A Unilever quer ser uma gigante da área
de bens de consumo, com posições equivalentes em higiene
e alimentos, resume Prianti.
Os
passos dados em direção a essa meta têm sido
firmes. No Brasil, o setor de alimentos responderá, em 2001,
por uma fatia de 45% da receita. Antes da aquisição
da Bestfoods, essa participação chegava a 30%. Graças
às compras realizadas no ano passado, o balanço até
o final de 2001 deverá ganhar uma receita adicional próxima
a R$ 2 bilhões, empurrando suas vendas totais para R$ 6,8
bilhões. Com tais números, a Unilever ameaça
a hegemonia da rival Nestlé, dona de um faturamento de R$
3,6 bilhões e se candidata à liderança no setor
alimentício.
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