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O BRECHÓ
CHAMADO EBAY
Com
faturamento crescente, o site planeja estar em 25 países até 2006
Duda
Teixeira
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AP
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| Meg
Whitman: Para se expandir, a eBay terá de competir com suas
cópias regionais |
O
primeiro site de leilões do mundo está tendo que enfrentar
os resultados de seu próprio sucesso. Quando foi criado em
1995 por Pierre Omidyar, um francês que aos 6 anos se mudou
para os Estados Unidos, não havia concorrentes no horizonte.
As ambições naquela época eram pequenas: tudo
o que Omidyar queria era vender e comprar caixinhas de balas pez,
objetos que eram colecionados pela sua namorada. Aos poucos, foi
ampliando os produtos do site e iniciou a cobrança de uma
taxa para cada transação. O lucro apareceu já
no primeiro mês de vida do negócio. Sem muito investimento
em publicidade, o endereço foi rapidamente difundido entre
colecionadores das mais variadas quinquilharias. A sacada deu tão
certo que anos mais tarde, outras empresas adotaram o mesmo modelo
em todo o mundo. Atualmente, tratores velhos e cartões telefônicos
usados são trocados em mais de mil leilões virtuais.
E é com eles que o autor da idéia terá que
brigar cada vez mais. Nos últimos anos, o portal Yahoo!,
o Lycos e a loja virtual Amazon lançaram seus próprios
sites de brechó, sem no entanto ameaçar a hegemonia
do eBay. Até o final de 2001, a empresa lançou um
plano audacioso para estar presente em 10 países. Até
2006 serão 25. O eBay está ponderando uma expansão
no mercado latino-americano nos próximos anos, diz
Kevin Pursglove, diretor de comunicações do eBay.
Mas seria prematuro tecer comentários sobre o Brasil
antes de um anúncio oficial.
Até o momento, o eBay tem se instalado em nações
com um número razoável de internautas com o hábito
de fazer compras on-line. Nessa primeira fase, a estratégia
parece ser explorar mercados mais maduros, diz Julien Turri,
diretor-geral do iBazar, um site francês com quase um ano
de Brasil (o nome, claro, tem sua inspiração no modelo
americano). A empresa francesa é a atual líder em
sua terra de origem, onde o eBay só chegou no início
de outubro. Na Austrália, no Canadá, na Alemanha e
no Reino Unido, o eBay afirma ter alcançado uma liderança
folgada, com um volume de transações pelo menos duas
vezes maior que o segundo colocado em cada região. O site
está no Japão desde fevereiro e deve chegar à
Itália em janeiro do ano que vem. Estamos excitados
com a nossa visão de longo prazo, diz a diretora-geral
Meg Whitman. Pretendemos executar nossos objetivos de faturamento
nos próximos anos e, ao mesmo tempo, manter nossa estrutura
lucrativa. No último dia 20, o eBay divulgou um faturamento
de US$ 113 milhões e um lucro de US$ 15,2 milhões.
Na Améria Latina, o modelo criado pelo eBay foi reproduzido
à exaustão. Em um estudo realizado pelo Boston Consulting
Group, em parceria com a Visa International, a categoria foi considerada
como sendo a mais popular da rede, podendo gerar negócios
de US$ 192 milhões até o final do ano. Arremate, Lokau,
Mercado Livre e iBazar são os maiores competidores. Todos
apostam que, mais importante do que ter um modelo de sucesso, é
conhecer em detalhes o chão onde se pisa. Nos Estados
Unidos, eles cresceram muito com a comunidade de colecionadores.
Aqui, temos uma realidade diferente, diz Otavio Cury, diretor-geral
do Arremate no Brasil. Os produtos de informática,
os eletrônicos e os carros são os que mais chamam a
audiência.
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