ARGENTINA
TANGOS
E TRAGÉDIAS
| Fotos:
Joedson Alves/Calé e AP |
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A temperatura
política na Argentina está pra lá de elevada.
A crise foi detonada por denúncias de compra de voto de senadores.
Eles teriam repartido US$ 10 milhões para aprovar mudanças
na lei trabalhista, favoráveis ao governo. Em meio ao imbróglio,
o presidente Fernando de la Rúa (na foto, à esq.)
partiu para uma viagem de 15 dias ao exterior. Coube ao vice, Carlos
Alvarez, tourear a crise. E ele falou grosso. Com o Senado paralisado,
ameaçou governar por decreto. A Justiça já
quebrou o sigilo bancário de 67 dos 69 parlamentares, dentre
os quais os pivôs do escândalo (acima, no detalhe).
Em meio ao mar de lama, a população se
defende como pode. Pesquisa da Fundação Mercado indica
que 35,3% dos argentinos sacaram as economias nos bancos e enfiaram
nos colchões.
CASAS
BAHIA
PERDÃO DAS DÍVIDAS
| Vania
Leopoldo/Folha Imagem |
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A Casas
Bahia está dando um presente aos seus clientes.
A empresa decidiu anistiar todos aqueles que interromperam o pagamento
de carnês até 1997. A medida já beneficiou 82
mil consumidores, dentre os quais a dona de casa Maria Aparecida Cruz
(foto). O perdão, de certo, não deverá abalar
as finanças da rede que fatura R$ 2,4 bilhões por ano.
Até porque, com o nome limpo a família Klein espera
que eles voltem a fazer compras. Na Casas Bahia, é claro!.
MITSUBISHI
NOVOS
PROBLEMAS
Os
problemas não param de bater à porta da Mitsubishi
Motors. Depois de confessar que omitiu, por 20 anos, defeitos crônicos
em mais de 800 mil veículos, a direção da montadora
voltou a pedir desculpas aos consumidores. Dessa vez, a empresa
está convocando os proprietários de 45 mil picapes
Minicab vendida apenas no Japão para trocar
a tampa de combustível. Um detalhe, contudo, chama a atenção.
A peça foi objeto de recall há menos de duas semanas.
Na prática, a companhia presidida por Katsuhiko Kawasoe (foto)
vive o constrangimento de fazer o recall do recall.
BAVARIA
QUEM
DÁ MAIS?
A
Ambev marcou para 1º de novembro o leilão da Bavaria.
A cervejaria, que detém 4% do mercado, deverá ser
arrematada por cerca de R$ 500 milhões. No páreo estão
multinacionais como a sul-africana SAB e a holandesa Heineken, além
de dois grupos de investidores nacionais formados por fundo de pensão
e por investidores privados. A transação foi imposta
pelo Cade, quando aprovou a criação da Ambev.
CITIGROUP
NEGÓCIO
DE US$ 31 BILHÕES
O
Citigroup pagou US$ 31,1 bilhões pelo controle da financeira
Associates First Capital. A aquisição, que vai ser
paga por meio da troca de ações, dará ao banco
a liderança no segmento de crédito direto ao consumidor,
no mercado americano. A First Capital detém US$ 100 bilhões
em ativos.
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