TCÊ
resiste com preços baixos
Empresa brasileira
já colocou no mercado 5 milhões de equipamentos com a sua marca e
faturou R$ 135 milhões em 1999
Lino
Rodrigues
Há
seis anos, a brasileira TCÊ anda na contramão do mercado.
Brigando com gigantes da indústria mundial de informática
e de telecomunicações, a pequena fábrica de
5 mil metros quadrados na Zona Franca de Manaus vem resistindo ao
processo de desnacionalização do setor. Apesar da
maré contrária, ela já despejou no mercado
brasileiro 5 milhões de aparelhos com a sua marca. São
monitores para computadores, scanners, fax, webcâmeras, máquinas
fotográficas digitais, telefones sem fio, calculadoras, copiadoras
e agendas eletrônicas. Mais de 40 itens. A concorrência
torce o nariz e aponta o preço baixo como responsável
pelo sucesso, além da qualidade duvidosa dos equipamentos.
Adequamos o preço ao bolso do brasileiro, defende
Vittorio Danesi, sócio fundador e diretor-superintendente
da companhia. A estratégia tem dado resultado. Tanto que
o faturamento da TCÊ tem crescido todos os anos, apesar dos
tropeços da economia brasileira. Em 1995, o primeiro ano
da empresa, as vendas bateram nos R$ 38 milhões. Em 1998,
ano de crise cambial, foram R$ 105 milhões. No ano passado,
chegou a R$ 135 milhões. Para este ano, a previsão
é de saltar para R$ 260 milhões.
Mágica?
Não. Agilidade em descobrir novos produtos que podem
ser montados no Brasil com qualidade e preço baixo,
garante Danesi. Outro componente da receita: não depender
exclusivamente de um único negócio. Não
colocamos os ovos em uma mesma cesta. Para isso, a empresa
foi dividida em três unidades de negócios distintas
informática, automação de escritórios
e telecomunicações , e mantém um grupo
de funcionários de olho nas novidades lançadas em
feiras internacionais e nos países conhecidos asiáticos.
É de lá, por exemplo, que vieram os campeões
de vendas da empresa scanners e monitores. Este último
responde por 50% do faturamento. Já os scanners lideram o
mercado, com 40% de participação, deixando para trás
marcas famosas como HP, Epson e Xerox. A empresa guarda a sete chaves
os nomes dos parceiros tecnológicos envolvido na fabricação
dos equipamentos.
Agora,
a companhia está apostando em equipamentos que têm
grande potencial de vendas entre internautas e tecnófilos,
como aparelhos para reproduzir músicas apanhadas na Internet
o chamado MP3 e as câmeras que podem ser acopladas
ao computador, conhecidas como webcam. Até o final do ano,
deve chegar ao mercado um novo aparelho para acesso à rede.
Mantido em segredo, esse produto será a arma da companhia
para disputar no segmento de aparelhos não PC com conexão
à Internet. Com preço abaixo dos concorrentes, claro.
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