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| CIBRIAN
E VIVO: “Estamos disputando uma maratona” |
Argentinos
modestos
Mineiramente, os
latinos de O Site se afirmam com uma receita de crescimento lento
e seguro
Ivan
Martins
Modéstia,
parcimônia e moderação estas são
as novas palavras da moda na Internet. Nesse tempo de caixas magros,
o que está valendo é a Internet de resultados. Adeus
hype, adeus anúncios com fanfarra, adeus mirabolantes projeções.
Somos humildes, resume Roberto Cibrian, um dos fundadores
do site latino El Sítio, que está no ar desde o ano
passado em português, com o nome de O Site. O empresário,
atenção, é argentino. Seu sócio uruguaio,
Roberto Vivo, ratifica: Temos credibilidade no mercado porque
demos aos investidores metas realistas.
Na
terça-feira passada, 15, com os resultados trimestrais da
empresa na mão (e elogios dos analistas de mercado americanos
pelo cumprimento das metas), os dois estavam em São Paulo
para explicar que as coisas vão bem apesar da baixa
visibilidade do Site no mercado brasileiro. Os concorrentes, segundo
Cibrian, estão gastando fábulas em publicidade para
reforçar a marca e ganhar fatias do mercado. Mas o retorno
desse esforço, diz ele, é baixo, porque eles não
têm um modelo de negócio que transforme em dinheiro
a nova audiência. Não compensa. É por isso que
o gasto publicitário das empresas ponto com caiu a menos
da metade nos últimos tempos. Já O Site, que tem uma
audiência brasileira modesta de 60 mil, investe com parcimônia
nos anúncios e conseguiu crescer 10% no último ano.
É pouco, mas funciona porque a empresa tem fugido de modismos
não embarcou na Internet grátis nem está
gastando com a Internet celular e porque sabe fazer dinheiro
com seu público. Temos a melhor taxa de monetização
do mercado, diz Cibrian. O Site consegue US$ 8,11 em publicidade
por cada mil page views, enquanto o Terra faz US$ 3,83 e a StarMedia
US$ 4,80.
Estamos
disputando uma maratona, não uma corrida de 100 metros,
diz Vivo. O chairman da companhia se orgulha de sua administração
ter os pés no chão. A empresa foi fundada em 1997
por gente do ramo, que tirou 8 milhões de dólares
do bolso, pôs no negócio e o fez crescer. Dois anos
depois, quando o empreendimento já tinha uma base palpável
e um modelo testado, El Sitio foi à Nasdaq, abriu o capital
e obteve US$ 225 milhões. Era dezembro de 1999 e as ações
atingiram US$ 16. Algum tempo depois foram a US$ 40 e agora, na
maré baixa, estão em US$ 4. O mercado foi da
euforia irracional para o pessimismo irracional. Mas isso vai passar
e os bons resultados vão prevalecer, diz Vivo. Eles
e seus sócios ainda têm no caixa US$ 105 milhões,
suficientes, dizem eles, para rodar até 2002. Depois disso,
é o mercado de novo. Humildemente.
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