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Fura-fila
Vantagens
para quem for menos à agência
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MARTINEZ:
economia de R$ 40 por
fazer tudo pela rede |
Muito
se fala em Internet banking, home broker e outros serviços
bancários virtuais. Mas quanto será que isso mudou
a vida dos correntistas? Muita gente apostou que com a tecnologia
começava a extinção daquela figura que freqüenta
uma agência como quem visita um amigo, várias vezes
por semana. Basta passar na frente de um banco para ver que não
foi bem assim. Menos de 35% dos correntistas brasileiros trocaram
o real pelo virtual. No BCN, apenas 20% dos clientes utilizam a
Internet regularmente. No Itaú, dos 7 milhões de clientes,
1,3 milhão usam a rede. Para o diretor de canais eletrônicos
do banco, Osvaldo Nascimento, a maioria dos correntistas ainda não
acredita que a Internet seja um canal de comunicação
seguro. E, por isso, mantém uma série de restrições
quando o assunto é financeiro. Apesar dessa resistência
inicial, os bancos querem que seus clientes percebam que, também
para eles, deixar de ir à agência é um ótimo
negócio. Há uma campanha para reduzir as filas dos
caixas. "Nossa meta é que o posto bancário se
torne apenas uma referência física", diz Henrique
Machado, diretor do Safra. "E que 100% das transações
sejam virtuais."
Para
deixar o cliente cada vez mais longe das agências, os bancos
estão oferecendo vantagens financeiras. No Safra, todas as
transações pela Internet ou pelo telefone são
gratuitas. Até o DOC é de graça. No HSBC, o
pacote de serviços pode sair até por um terço
do preço se tudo for feito pelo micro. No Itaú, o
correntista não paga pelo acesso à Internet. O BCN
tem um programa de pontuação. Quanto mais o cliente
utiliza os serviços virtuais e de débito automático,
mais pontos ele ganha. E os pontos são trocados por prêmios
em dinheiro e até isenção total de tarifas.
Esses abatimentos só são possíveis porque todos
ganham, pois enquanto o custo de uma transação na
agência varia de US$ 1,08 a US$ 1,12, na Internet cai para
US$ 0,12.
O
empresário Vladmir Martinez é um desses colecionadores
de pontos do BCN. Ele não pisa numa agência há
pelo menos dois anos. Faz tudo pela rede. O que não dá
para fazer pelo micro (retiradas e depósitos), ele faz no
caixa eletrônico. E justamente por isso, Martinez economizou
no mês passado R$ 40,89. Ele pode fazer até seis DOCs
por mês sem pagar taxa. Na agência, um DOC custa R$
10,80. "Há muito tempo não sei o que é
pagar tarifas."
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