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CARTAS


FÓRUM

O Fórum da Dinheiro na Web perguntou aos internautas: “O governo conseguirá domar o cartel dos usineiros na questão do aumento do preço do álcool ou permanecerá refém dos donos de engenho do Nordeste?” Confira algumas opiniões:

Como todos os cartéis que existem no País, este também deverá impor suas regras pela política dos lobistas, que são ninguém menos que os próprios políticos. Mas o governo também não tem muita moral para querer achar isto ou aquilo, porque o que foi feito com o aumento da gasolina é política de captação de recursos para aliviar o déficit. Como sempre, querem se tornar cordeiros, porém todos eles são lobos.
Paulo Marasca
pmarasca@terra.com.br
Caxias do Sul – RS

O governo vai ceder aos usineiros, como sempre. O Proálcool é como as regras da CBF: muda sempre em favor dos interessados, os cartolas.
Antonio Mormul
amormul@terra.com.br
Curitiba – PR

ENQUETE:
(veja resultado final)

As bolsas sairão ilesas da crise política que ameaça o Planalto?
Sim, 61,5%
Não, 38,5%

PINHEIRO NETO

A reportagem de capa da edição 154 mostra com competência o funcionamento de um grande escritório de advocacia empresarial. José Pinheiro Neto soube unir talento pessoal à capacidade do trabalho em equipe. Mas isso não quer dizer falta de liderança. É interessante a DINHEIRO revelar o dia-a-dia destes escritórios que estão por trás de grandes associações e vendas, como foi o caso do negócio da Philip Morris com o anglo-holandês Unilever. São profissionais que nunca aparecem na mídia, mas têm papel decisivo em grandes casos conhecidos do público. O trabalho do repórter Marco Damiani ajuda a nós, estudantes de Direito, a entender o mercado.
Dalmo Antunes Silva
São Paulo – SP

CONGELAMENTO

Lendo a edição nº 154, especialmente a entrevista com o sr. Adalmiro Baptista, do Aché Laboratórios, dois aspectos chamam a atenção. O primeiro é que são raros os empresários que colocam em discussão as bases do relacionamento empresariado versus governo. Indo mais longe, é evidente no mercado a escassez de líderes empresariais, que se colocam de frente ao governo, com o peito aberto, como o sr. Baptista, para discordar de suas políticas ou até de suas imposições. E discutir este relacionamento não é apenas criticá-lo, mas tomar uma decisão como, por exemplo, não assinar um acordo, quando uma grande maioria, mesmo discordando, assina. A atitude no mínimo merece reflexão. No Brasil é comum ver empresas dependentes do governo, colocarem seus interesses individuais acima de um setor inteiro. São empresas que não fazem negócios, fazem política. A verdade é que hoje o comportamento da classe empresarial é tímido, cego de visão de longo prazo e ultrapassado. Faltam líderes, sobram politiqueiros. Já do outro lado do relacionamento, o governo continua querendo intervir nos mercados, quando mal consegue administrar suas contas. O governo brasileiro não é competitivo. O interessante é que os governantes acham a solução dos problemas nos mesmos lugares: ou no bolso do povo ou no bolso do empresário. Só que para nós, empresários, a calça é a mesma.
sergio fasolari
São Paulo – SP

DANTAS

Gostaríamos de fazer a seguinte correção na matéria “Bombardeio a Dantas”, publicada na edição 152 desta revista. Ao contrário do que foi publicado, Michele Gaufin não é funcionário do JP Morgan.
Klecius Borges
vice-presidente do JP Morgan no Brasil

OBSIDIANA

Tendo em vista a nota publicada na coluna Mercado Digital da edição 153, gostaríamos de esclarecer alguns fatos. O portal feminino Obsidiana não demitiu nove dos seus funcionários naquela semana. A empresa demitiu sete (três web designers e quatro jornalistas) e está contratando outras sete pessoas (quatro web designers e três para vendas e marketing). Trata-se de uma simples reestruturação administrativa. A saúde financeira do Obsidiana está em ótimas condições e o portal se prepara para receber nova rodada de aporte de capital.
Elisabel Benozatti
Jornalista e assessora de Imprensa
Marta Linhares
Relações Públicas da Obsidiana

Cartas para esta seção, com endereço, RG e telefone, devem ser remetidas para: Diretor de Redação, DINHEIRO, Rua William Speers, 1.088, Lapa, São Paulo, CEP 05067-900. Fax: (011) 3611-6411. E-mail: dinheiro@zaz.com.br As cartas poderão ser editadas em razão de seu tamanho ou incompreensão.

REI DA LARANJA

A reportagem sobre o sr. José Cutrale, mostra como, com trabalho e luta, ele construiu uma das maiores fortunas do Brasil. Sugiro agora que vocês façam uma entrevista com os produtores de laranja que fornecem suas frutas para a indústria do sr. Cutrale. Vocês verão produtores da mesma idade do sr. Cutrale se desfazendo de seus bens ou se tornando inadimplentes devido ao terrorismo comercial imposto pelas indústrias de laranja. Coação, quebra de contratos, levando os produtores a perderem tudo. É digno de nota uma pessoa que fez sua fortuna desta maneira?
Eduardo de Nadai
São Paulo – SP
centercolor@olimpianet.com.br

EMBRAER

Sobre a matéria “O efeito Embraer”, não é verdade que os brasileiros entendem e aprovam (e “acham justo e natural”) os subsídios para a Embraer e outras empresas exportadoras. Pelo menos este brasileiro aqui, e provavelmente todo o corpo de professores da Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV, desaprova e acha extremamente injusto do ponto de vista social e equivocado do ponto de vista econômico tal atitude. Injusto socialmente porque se está utilizando o dinheiro do FAT para subsidiar poucas empresas, e portanto reduzindo o retorno do fundo, ou deixando-se de investir em outras atividades com maior retorno social. Equivocado porque sem este programa, gastos e déficit público cairiam e junto com eles os juros, beneficiando todas as empresas nacionais. E sem estas exportações, o câmbio seria desvalorizado incentivando as exportações de outras empresas nacionais. Em ambos os casos o consumo doméstico aumentaria, que é o que interessa.
Pedro Cavalcanti Ferreira
Professor da FGV
Rio de Janeiro – RJ

   

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FÓRUM

A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

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