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HINTZE:
diretor Investimento de US$ 200 milhões em pesquisa e crescimento
de 100% nas vendas
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Bom
pra cachorro
O
laboratório americano Pfizer fatura meio bilhão de dólares ao ano
com a venda de remédios para cães e gatos
Ricardo
Osman
Os
cães convivem com os homens desde a Era do Bronze, há
4.500 anos antes de Cristo. No Egito dos faraós, os gatos
eram até mumificados. Mas nunca, nesta longa história,
gastou-se tanto como atualmente para conservar a saúde de
animais de estimação. Os donos modernos não
hesitam em pôr a mão no bolso na hora de comprar remédios.
O maior laboratório do mundo, a norte-americana Pfizer, proprietária
de marcas famosas como o Viagra e com faturamento de US$ 27,6 bilhões,
farejou o mercado. Em 1995, criou a divisão de Saúde
Animal e hoje fatura meio bilhão de dólares por ano
com a venda de comprimidos e vacinas para animais de companhia em
150 países. É bom frisar: está fora desta cifra
de US$ 500 milhões a renda dos medicamentos destinados a
bois e porcos. No Brasil, as vendas de produtos da Pfizer para o
melhor amigo do homem e para os bichanos chegam a US$ 3,9 milhões
anuais. Mas o potencial do mercado é expressivo. Estimamos
crescer este ano 100%, revela José Francisco Hintze
Júnior, diretor da Divisão de Saúde Animal
para a América do Sul. As vendas de produtos para animais
de produção chegam a US$ 66 milhões, mas o
crescimento do setor é de apenas 5%.
Em
abril deste ano, a Pfizer criou, dentro da Divisão de Saúde
Animal, o departamento de Animais de Companhia, dirigido por Paulo
César Rovai. Ele cuida de todos os países da América
do Sul. Temos muito ainda que avançar neste segmento,
reforça Rovai. A Pfizer está em segundo lugar no ranking
do setor, atrás da Merial. Estima-se movimento anual superior
a US$ 60 milhões no País só com vendas de medicamentos.
A matriz, nos Estados Unidos, está investindo US$ 200 milhões
por ano em pesquisas a busca de novos remédios para
os seres humanos exige muito mais, US$ 4,7 bilhões. O objetivo
é lançar um novo produto a cada ano. Em 1999, foi
a vez do Rimadyl, destinado a controlar a dor causada pela osteoartrite,
doença que afeta as articulações dos cães.
No próximo mês, será a vez do Revolution, produto
que, como diz o nome, promete sacudir o setor assim que chegar às
prateleiras das farmácias veterinárias. O remédio
é indicado para vários males, do combate a parasitas
internos à prevenção contra os carrapatos.
Ao que tudo indica, não é apenas um produto com nome
pretensioso. No mercado norte-americano, onde já foi lançado,
as vendas em seis meses alcançaram US$ 35 milhões.
O Revolution deve ser a âncora de nosso crescimento,
aposta Rovai.
Nos
Estados Unidos, existem cerca de 50 milhões de cães
de 400 raças, com funções distintas como a
de guarda, guia de cegos, farejador de droga ou companhia. É
de lá, de acordo com a veterinária Mônica Barbieri,
pós-graduada pelo The Animal Medical Center, de Nova York,
que vem a ofensiva dos fabricantes de remédios e de produtos
Pets. Esta é uma tendência já observada
nos Estados Unidos, onde gasta-se, cada vez mais, com a saúde,
a beleza, o banho e a tosa dos animais de estimação,
conta ela. A experiência no dia-a-dia de seu consultório,
na Zona Sul de São Paulo, confirma a mudança, na última
década, da relação dos homens com os animais
de estimação. Por causa da correria da vida
moderna, a falta de tempo e o stress, as pessoas estão buscando
a companhia de cães e gatos e cuidando melhor deles,
explica Mônica. Hoje, já há especialização
na medicina veterinária e são significativos os avanços
no tratamento do câncer. Os animais estão agora
mais integrados às famílias, acrescenta. No
consultório, são entregues inúmeros folhetos
publicitários dos laboratórios. Eles estão
travando uma guerra de marketing, define. Melhor para os antigos
companheiros dos homens.
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