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IMAGEM:
Prestígio abre portas para o banco
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Bacha
de volta
Economista deixa NY após lançar o BBA no mercado de capitais internacional
Marcelo
Aguiar
Edmar
Bacha, o homem público e formulador de políticas econômicas,
todo mundo conhece. A temporada de dois anos em Nova York que o
economista acaba de encerrar, porém, trouxe à tona
um personagem menos conhecido: o financista. Bacha voltou para o
Brasil e deixou atrás de si, nos Estados Unidos, a estrutura
de um negócio novo dentro do banco em que é sócio,
o BBA. A corretora do grupo, a BBA Icatu, vai usar a base de Nova
York para começar a fazer captações para empresas
brasileiras no mercado internacional e para fazer operações
de corretagem. A idéia, explica, é aproveitar o vácuo
deixado pela saída do mercado da maioria dos bancos de investimento
brasileiros. Vamos explorar o fato de que agora só
nós temos o sabor local, resume o economista. O banco
quer transformar seus contatos com as grandes corporações
de São Paulo em parcerias para grandes operações
de mercado de capitais. Pouco afeito ao dia-a-dia das mesas, Bacha
entrou no projeto com seu prestígio e abriu as portas para
a corretora e o banco em Nova York. Isso já está
feito. Era hora de voltar, conta.
Foram
dois anos fora do País. O prazo para a volta já estava
estipulado desde o dia em que pegou o avião rumo a Nova York,
em 1998. Dois anos é o tempo máximo da licença
que sua mulher, professora da UFRJ, poderia tirar. De volta, instalou-se
no Rio, uma preferência conhecida por todos há
quinze anos, e assumiu o cargo de consultor sênior do
BBA cargo que bancos de investimento costumam reservar para
personalidades públicas ou economistas top de linha, desses
que são recebidos em qualquer salão. Um dos formuladores
dos dois principais programas de estabilização aplicados
no País, os planos Cruzado e Real, Bacha se encaixou no perfil.
Comitê
de risco. Na ponte aérea entre as instalações
da BBA Icatu no Rio, onde vai trabalhar, e a matriz do banco, em
São Paulo, Bacha assumiu a responsabilidade pelo comitê
de risco sistêmico da instituição. É
essa área que calcula e limita a exposição
do banco em suas aplicações, levando em conta sempre
o pior cenário possível para o mercado. O resultado
é um comitê de luxo, considerando-se a experiência
de Bacha na preparação de planos econômicos.
Para o economista, a mudança radical no mercado causada pela
nova economia não invalida essa experiência. Nem mesmo
o fracasso recente dos mais brilhantes investidores especializados
em movimentos macroeconômicos, como George Soros e John Meriwether,
muda sua convicção. O regime econômico
mundial é capitalista, e portanto é baseado em ciclos
econômicos. O que talvez tenha ocorrido é que esses
fundos eram grandes demais, sustenta.
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