CAPA
 ÍNDICE
 EDITORIAS
 A SEMANA
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER

 SEU DINHEIRO

 CANAIS
 COLUNAS/ARTIGO
 CONEXÃO DIRETA
 ESPECIAIS/MULTIMÍDIA
 GALERIA DE FOTOS

BUSCA
 
 


ÍNDICE DAS BOLSAS
Clique aqui

 

FINANÇAS
Fotos: Julio Vilela
IMAGEM: Prestígio abre portas para o banco

O plano B do Bradesco
Banco vai à caça de clientes e cresce um Banespa em um ano, sem precisar de leilão

Hernesto Bernardes

Há um ano, os analistas pregavam que a disputa pela liderança do mercado financeiro passava pela privatização do Banespa. Os grandes engatilharam suas armas para a batalha, mas o leilão foi adiado uma vez, duas vezes, e agora a chuva de ações na Justiça pode levar o processo todo a recomeçar do zero, retardando a venda por mais dois anos. Enquanto isso, em silêncio, o Bradesco colocou em ação seu Plano B – uma estratégia para ganhar escala aceleradamente sem depender do leilão do banco estadual. Na semana passada, com a divulgação de seu balanço semestral, que registrou lucro de R$ 960 milhões, essa tática mostrou os primeiros resultados. No período de um ano, o banco da Cidade de Deus ampliou sua base de correntistas em 2,2 milhões, quase o mesmo número do Banespa. O Baneb, adquirido no ano passado, respondeu por 400 mil deles – mas os restantes foram trazidos a laço. O Bradesco abriu mais 2,7 milhões de contas de poupança. E está desenvolvendo uma operação ambiciosa para abocanhar clientes que ainda não têm conta em banco – o que inclui crianças, aposentados e trabalhadores da economia informal.

“No Brasil, o instrumento mais usado para trazer clientes é a conta-salário. Estamos buscando maneiras de trazer o restante do público, os não-assalariados”, explica Luiz Trabuco Cappi, vice-presidente executivo. Essas estratégias incluem, por exempo, montar pacotes de informática em empresas, clubes, hospitais ou escolas. Junto com os computadores, o Bradesco oferece serviços bancários. Nas escolas, por exemplo, automatiza a secretaria, instala software de administração, programas de envio de boletim pela Internet – e, de quebra, oferece cartões para os estudantes e planos de poupança para financiamento de seus estudos. Dentro da política que já levou a dar Internet grátis, também vai financiar 100 mil computadores para o público em geral, com pagamento em dois anos. A idéia é trazer clientes baratos – já que transações pela Internet custam dez vezes menos que as feitas no balcão da agência.

Essencialmente, a fórmula é a mesma que o Bradesco segue desde a fundação, em 1943 – buscar o público que os outros bancos ignoram. Um concorrente do varejo calcula que um cliente pessoa física de primeira linha gera em média US$ 70 por mês em taxas. O da faixa de renda mais baixa, apenas US$ 7. O Bradesco trabalha com fatias da clientela ainda mais populares. Para ganhar dinheiro com elas, precisa oferecer produtos extremamente acessíveis. Tem conseguido. No primeiro semestre deste ano, a receita das taxas de serviço cresceu 39,5% – essa é a principal receita gerada pelos clientes de classes C e D. A concessão de crédito pulverizado também deu bons frutos. Em campanhas específicas, como as de Dia das Mães e Dia dos Namorados, foram feitos três milhões de empréstimos, no valor médio de R$ 579. Parece mixaria. Mas o volume final dessas operações, R$ 1,77 bilhão, equivale a toda a carteira do Banco do Estado do Rio Grande do Sul.

Para o Bradesco, que concentra um terço dos depósitos à vista no sistema financeiro privado, e responde por 20% da arrecadação de CPMF, trabalhar com escala maior e margens de lucro menores é o desafio. Agora, o banco estuda como usar cartões inteligentes, com chip, para oferecer a baixo custo o maior número de produtos a clientes que não possuem talão de cheque. “Nosso objetivo é ser o McDonalds do sistema financeiro”, diz o vice-presidente Trabuco.

LEIA MAIS

Vale a pena?

Os gardiões do santo caixa

Pior que a poupança

ENQUETE

Você exige nota fiscal quando vai às compras?

Sim Não

Resultados Parciais

 
FÓRUM

A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

EDIÇÕES ANTERIORES
ESPECIAIS/ MULTIMÍDIA
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE CONOSCO
ASSINE A NEWSLETTER

 

© Copyright 1996/2000 Editora Três