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ESTRÉIA: O técnico e empresário entra em um mercado
de R$ 130 mi dominado pela gigante Quaker
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Vai
ter que engolir
A
nova jogada de Wanderley Luxemburgo é uma fábrica de bebida isotônica
no Paraná
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Box: Hortência: Babá de primeira classe
Fernando
Neves e Carlos Sambrana
Wanderley
Luxemburgo está mudando de tática. Nada de 4-3-3 ou
4-4-2. A nova estratégia do treinador da seleção
brasileira de futebol passa longe dos campos. Luxemburgo vai abrir
em Irati (PR) uma fábrica de isotônicos, aquela bebida
energética que é consumida por 10 entre 10 atletas
e faz a alegria dos freqüentadores de academia de ginástica.
A marca chama-se Beverage, é originária dos Estados
Unidos, estava sendo importada da Argentina e estréia como
produto nacional nas prateleiras brasileiras em meados de outubro.
O dublê de técnico e empresário não revela
de jeito nenhum o investimento em sua nova jogada. Diz que é
segredo tático. Olheiros do mercado, no entanto, estimam
em R$ 1 milhão o custo de instalação da Beverage,
incluindo compra e transferência dos equipamentos.
Zebra.
A fábrica não é o primeiro negócio no
qual o treinador se envolve. Tive muitas coisas mas a maior
parte fechou, conta Luxemburgo. Das outras aventuras empresariais
restaram uma parceria de 50% no restaurante Elias, um tradicional
reduto de torcedores do Palmeiras em São Paulo, e um bingo
em Curitiba. Agora, com o isotônico, Luxemburgo quer virar
o placar. Seu sócio na Beverage é o empresário
Sérgio Maluceli, que possui uma revenda de carros importados
em Curitiba. Foi ele quem influenciou na escolha do local de instalação
da fábrica, Irati (PR). O Sérgio tem bons contatos
entre os fazendeiros da região e isso será importante
para a compra das frutas para o isotônico, explica Luxemburgo.
Todos os equipamentos virão da fábrica argentina Sameri,
que está em processo de desmonte. O mercado que o empresário/treinador
vai disputar gira por ano no Brasil R$ 130 milhões. O Gatorade,
fabricado pela Quaker, é senhor absoluto com 73,7% das vendas,
seguido do Marathon, da AmBev, que detém 14,4% de participação.
Os demais concorrentes dividem entre si 11,9%. Em outras palavras,
Luxemburgo entra como zebra neste jogo milionário.
Problema.
Além do desafio de abrir espaço no mercado, o técnico
da seleção brasileira precisa estar atento ao nível
de qualidade da fábrica. Uma das amostras enviadas a DINHEIRO
tinha objetos boiando dentro da garrafa. Segundo Márcio Silva
do Carmo, promotor de vendas e marketing da Beverage, o lote que
está sendo usado para promoção da marca foi
importado da Argentina. Isto é, produzido na unidade industrial
que está em processo de desmonte, o que poderia afetar a
qualidade do produto. Uma falha como essa determina o sucesso ou
fracasso de um produto porque afeta a imagem da marca. Um item que
o treinador e empresário não pretende descuidar. Na
promoção do Beverage, Luxemburgo garante que não
irá assumir o papel de garoto-propaganda. É a vaidade
cedendo espaço para os negócios.
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