ICQ
Sucesso do comunicador
instantâneo abre nova frente de disputa
Um
grupo de 43 empresas de alta tecnologia incluindo Microsoft,
Yahoo!, Alta Vista, Odigo e AT&T quer pôr fim ao
monopólio da America Online no mercado de mensagens instantâneas.
Dono dos dois mais populares programas de mensagens instantâneas
da Internet o ICQ, uma abreviação-trocadilho
do inglês I seek you, comprado da israelense Mirabilis
em 1998, e o Instant Messager (IM) , a AOL reluta em permitir
que os seus sistemas se comuniquem com os rivais. A chamada interoperabilidade
desejada pelos concorrentes é tratada com desdém pela
empresa de Steve Case. Com mais de 160 milhões de usuários
em todo o mundo, os programas de comunicação instantânea
permitem que as pessoas troquem mensagens em tempo real usando seus
computadores conectados à Internet. Especialistas afirmam
que enquanto não houver uma ação forte do governo
americano, a AOL, dona de mais de 80% do mercado, não irá
abrir o filão aos concorrentes. Já os críticos
dizem que a posição da AOL é anticompetitiva.
Segundo eles, é como se uma operadora de telefonia proibisse
que uma pessoa fizesse uma ligação para outra em outro
Estado.
O
ICQ, o mais popular dos programas de comunicação on-line,
virou febre principalmente entre os americanos. Lá, os usuários
ativos mantêm o ICQ aberto no computador por mais de três
horas diárias. A cada dia pelo menos 94 mil novos internautas
se registram no serviço. No Brasil, a utilização
do ICQ vem crescendo rapidamente e já é o terceiro
país em número de usuários do programa. A estimativa
é de que existam mais de 2,5 milhões de brasileiros
trocando mensagens pelo ICQ, à frente da Inglaterra, Japão,
China e México. O negócio é tão bom
que os principais provedores nacionais desenvolveram ou tropicalizaram
versões do programa. O Universo On Line, por exemplo, criou
o seu próprio sistema para não ficar fora do mercado.
Lançado no mês passado, a vantagem do COMVC (lê-se
com você) é que ele é todo em português.
Desenvolvemos o único serviço de mensagens instantâneas
fora do eixo IsraelEstados Unidos, diz Caio Túlio
Costa, diretor-geral do UOL.
O
domínio da AOL no mercado de comunicação instantânea
chamou a atenção dos órgãos do governo
americano, que estavam examinando a fusão do provedor com
a Time Warner. Os técnicos da Comissão Federal de
Comércio (FTC) chegaram a pedir documentos da AOL e de seus
competidores na área de programas de comunicação
instantânea. A AOL alegou que abrir os seus sistemas significaria
colocar em risco a segurança e a privacidade de seus clientes.
O FTC ainda não se pronunciou. Enquanto isso, os concorrentes
ameaçam criar um padrão aberto, chamado IMUnified,
para forçar a AOL a aderir `a unificação. Até
agora, todos os programas que permitiram a comunicação
com o ICQ ou AIM, como o Odigo, foram rapidamente bloqueados pela
AOL.
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