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ALVO:
Pequeno império do estilista fatura US$ 216 milhões em 33
países
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Um
luxo de disputa
Magnatas
da moda brigam por Armani
Ricardo
Osman
Giorgio
Armani está mais na moda do que nunca. Mas desta vez não
são os consumidores endinheirados que estão de olho
em suas criações. O estilista italiano está
sob os holofotes de um universo diferente daquele das passarelas:
o das grandes corporações que dominam o setor. Duas
delas, a LVMH, detentora de marcas como Louis Vuitton e Christian
Dior, e a PPR, dona da grife Gucci, querem costurar um acordo para
a compra dos negócios do estilista. Armani é dono
de um pequeno império, que inclui 249 lojas, entre próprias
e franqueadas, seis marcas e uma operação em 33 países
que rendeu a ele no ano passado um faturamento de US$ 216 milhões.
É o único que escapou do assédio dos conglomerados
da moda.
Na
semana passada, num movimento que surpreendeu o mercado, Giorgio
Armani anunciou uma joint venture com Ermenegildo Zegna para produzir
e distribuir a linha masculina Armani Collezioni. Foi um sinal de
abertura, que Bernard Arnault, da LVMH, e François Pinault,
da PPR, pretendem aproveitar. Na quinta-feira, 27, assessores de
Arnault disseram à DINHEIRO que ainda é cedo para
dar como certo o acordo com Armani. O que se espera é que
o dono da LVMH aproveite a oportunidade para tentar dar o troco
em Pinault. Recentemente, ele perdeu a disputa pela marca Boucheron
para a Gucci, pertencente a PPR. A guerra de tesouras entre os franceses
está só começando. Dinheiro, neste caso, não
será problema. Arnault é o segundo homem mais rico
da França. Além da fortuna de US$ 12,6 bilhões,
o empresário é conhecido no mundo dos negócios
por ter sido o precursor das fusões no segmento de bens de
luxo.
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