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BERND
FAHRHOLZ: primeiro fracasso apenas três meses após assumir
a presidência do banco
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Seduzido
e abandonado
Dresdner
falha de novo em tentativa de fusão
Noiva
nenhuma pode suportar a idéia de ser abandonada no altar
duas vezes. Os acionistas do alemão Dresdner Bank, porém,
terão de se conformar com o trauma. As negociações
que deveriam terminar na fusão do banco com o também
alemão Commerzbank foram rompidas semana passada, a exemplo
do que já ocorrera em março após exaustivas
conversas com o Deutsche Bank, e deixaram o mercado cheio de dúvidas
sobre o futuro da instituição. O Dresdner provavelmente
ficou sem opções para coligar-se, tripudiou
David Hasey, gestor de fundos do Deutsche em Londres. O negócio
emperrou mais uma vez na hora de decidir o preço. O Dresdner
queria ter 60% do novo grupo, mas o Commerzbank não aceitava
menos de 50%. Resultado: o banco, que trocou de presidente após
os estragos causados pelo fracasso da união com o Deutsche,
tomou novo baque mesmo sob nova gestão. Dois rompimentos
em três meses deve ser um recorde europeu, disse o especialista
do UBS Warburg no setor bancário, Daniel Gresch. A única
estratégia que parece restar, para os analistas europeus,
é a de separar e vender a unidade de investimentos do banco,
o Dresdner Kleinwort Benson. É hora de o grupo se concentrar
no varejo.
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