 |
|
TEREZA
GROSSI: segundo o juiz, permanência
no cargo poderia atrapalhar investigações
|
Tereza
vai, Tereza vem
Procuradoria
afasta diretora do BC
Cláudia
Marques
Uma
liminar impetrada na sexta-feira, 28, pelo Ministério Público
afastou por tempo indeterminado a diretora de Fiscalização
do Banco Central, Tereza Grossi, por envolvimento no socorro de
R$ 1,2 bilhão aos bancos Marka e FonteCindam em fevereiro
de 1999. Segundo o juiz, Tereza Grossi foi afastada por exercer
um cargo de alta relevância, onde teria acesso a informações
privilegiadas, que poderiam interferir no processo em que ela mesma
é ré. A decisão, que detonará uma verdadeira
guerra de liminares, poderá ser acatada ou não pelo
presidente do Tribunal Regional Federal, Tourinho Neto. Se não
aceitar o pedido do governo para suspender a liminar, o afastamento
será julgado no Superior Tribunal de Justiça. O caso
pode acabar no Supremo Tribunal Federal.
O
certo é que até sexta-feira Tereza Grossi estava afastada
do cargo. A diretoria do banco tem duas opções: recorrer
ou afastá-la. Desde a prisão do banqueiro Salvatore
Cacciola, dono do Marka e que se encontra foragido, Tereza tem enfrentado
dificuldades para permanecer no cargo. O grupo de fiscais que trabalhava
na fiscalização do banco Marka após a desvalorização
do real confirmou que a instituição deveria ter sido
liquidada e não socorrida, como acabou acontecendo. Em sua
defesa, Tereza disse a DINHEIRO que apenas cumpriu uma decisão
colegiada de diretoria.
|