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SOM
NO MICRO: Fanning, 19 anos, criador
da maravilha que já tem 20 milhões
de usuários no mundo
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Napster
contra o mundo
Programa que facilita
baixar músicas pela Internet bate de frente com as gravadoras
Uma
das maiores invenções da recente história da
Internet corre o risco de ser banida. Na quarta-feira, 26, um tribunal
da cidade americana de São Francisco começou a decidir
se há futuro, dentro da lei, para o Napster, o primeiro programa
a permitir que dois computadores pessoais troquem arquivos de música
com uma facilidade impressionante. E o melhor: totalmente de graça.
O criador dessa maravilha do mundo da informática foi Shawn
Fanning, um estudante de 19 anos. Há pouco mais de um ano,
ele desenvolveu o software, que revolucionou a maneira de se baixar
arquivos de música por meio da rede e colocou em polvorosa
as poderosas gravadoras americanas. O sucesso meteórico do
Napster, que deu nome a uma pequenina empresa de San Mateo, na Califórnia,
acabou despertando a ira da Associação Americana da
Indústria Fonográfica a RIAA. Com o apoio de
alguns músicos a banda de rock Metallica é
a mais conhecida a RIAA foi bater nas portas dos tribunais.
Em janeiro, processou a empresa de Fanning por violação
pirataria. Ganhou o primeiro round em maio passado, mas não
conseguiu desativar o serviço, que já reúne
mais de 20 milhões de usuários.
Independente
do resultado judicial, analistas acreditam que o Napster é
um vencedor. Provou que a tecnologia é capaz de ultrapassar
leis e modelos empresariais. E mostrou à indústria
fonográfica que se ela não quiser perder mais espaço,
terá que aprender a conviver com isso. Até porque
depois que a primeira versão do software circulou entre os
estudantes da Northeast University, onde Fanning desenvolveu o Napster,
outros programas similares começaram a aparecer na rede
Gnutella, JungleMonkey, Hotline, Freenet e mesmo uma versão
para Mac desenvolvida por programadores brasileiros, o Rapster.
O
conceito introduzido por Fanning, segundo os especialistas, poderá
revolucionar a maneira de se usar a Internet. A rede deixaria de
ser uma grande concentradora de conteúdo para se transformar
em uma mera ponte para que os usuários troquem informações
com qualquer outro computador do planeta, uma espécie de
ponto-a-ponto sem a intermediação de grandes computadores
que, hoje, concentram tudo. A meta da Napster, de certa forma, já
foi atingida. Tanto que a empresa acaba de receber US$ 15 milhões
de um fundo de investimento americano. Com o dinheiro, está
nascendo a AppleSoup, uma nova empresa especializada em distribuição
de conteúdos pela Internet. Desta vez, garante Fanning, com
o cuidado de não ferir o direito sobre a propriedade intelectual.
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