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SILVEIRA,
DA INTECOM: Entregas em dois dias,
no País todo
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A
velha economia cai na estrada
Atacadista cuidará
da logística das lojas virtuais
Juliana
Almeida
Pensaram
em tudo: no conteúdo, na comodidade, segurança, rapidez,
oferta de produtos e até nos preços. Só esqueceram
de um grande detalhe: a entrega. O grande vácuo do e-commerce
deixado de lado pelos geniais garotões que inventaram
a nova onda das transações na rede começa,
agora, a ser preenchido pela velha guarda da economia. O banco de
investimentos JP Morgan e o Grupo Martins, maior atacadista da América
Latina, se uniram para levar ao mundo das compras on-line aquela
que talvez seja a maior infra-estrutura logística do País.
São cinqüenta centros de distribuição
e estocagem e uma frota de 2,6 mil caminhões, equipados com
a tecnologia GPS (rastreamento por satélite). Com esse arsenal,
a nova companhia, batizada de Intecom, terá capacidade de
entregar mercadorias adquiridas via Internet em mais de cinco mil
municípios num prazo médio prometem os sócios
de 24 horas. Para isso, estará investindo US$ 25 milhões
em tecnologia nos próximos dois anos. Há uma
loja virtual dando sete dias de prazo de entrega, o que é
absurdo, atesta Paulo Silveira, executivo pinçado da
presidência da Blockbuster para assumir o comando da Intecom.
Um
dos segredos da operação está na distribuição
geográfica dos armazéns de estocagem do Grupo Martins.
Há imensos galpões espalhados por centros estratégicos
do País. Um site de compra que vende mensalmente uma média
de 200 CDs em Salvador, por exemplo, poderá, em vez de processar
o pedido em um armazém central geralmente localizado
em São Paulo ou Rio , transportá-lo via aérea
para a cidade onde foi feita a encomenda e só então
fazer a entrega; poderá também usar os galpões
do Grupo Martins localizados na própria cidade ou próximo
a ela. Isso economiza tempo e, principalmente, custos com transportes
emergenciais. Além da entrega, a nova empresa ficará
encarregada do pós-venda, atendendo o cliente em possíveis
devoluções ou trocas. Outro diferencial é o
sistema de rastreamento por satélite. Ele permitirá
que a Intecom localize a encomenda em qualquer ponto do País
e acione o celular do comprador. Há ainda o sistema criado
exclusivamente para os sites de leilão. A companhia funcionará
como fiel depositária, eliminando a desconfiança de
quem vende e de quem compra. As empresas de e-commerce não
conheciam a complexidade da operação de logística,
diz Altamiro Borges, presidente da Associação Brasileira
de Logística. Mas as reclamações dos
consumidores obrigaram as empresas a rever suas estratégias
nesta área. O Submarino, por exemplo, passou por uma
prova de fogo. Foi obrigado a colocar seus executivos na linha de
frente no Natal passado para ajudar a separar e empacotar encomendas
um trabalho que tirou do sério os geniais garotões
da Internet.
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