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GODOY:
Queria comprar um mapa
e acabou pagando por três"
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Fuja
das armadilhas
Problemas e soluções
para sua compra em sites estrangeiros
De
cada dez pessoas que compram via Internet na América Latina,
seis estão no Brasil. Apesar do aumento no número
de endereços brasileiros de e-commerce, a maioria das compras
ainda é feita em sites estrangeiros. Segundo as empresas
de cartão de crédito, a estatística chega a
70% do total de compras virtuais em todo o continente. Olhando esses
números é difícil imaginar que, em muitos casos,
comprar num site fora do Brasil pode exigir uma operação
de guerra. Algumas lojas virtuais não despacham mercadorias
para fora de seus países e há casos em que o atraso
na entrega pode chegar a meses. Para fugir disso, muitos internautas
montam verdadeiros esquemas para fazer suas compras,
como por exemplo fornecer o endereço de um amigo no exterior
ou pedir para alguém que está de passagem pelo país
trazer a mercadoria dentro da mala. O problema é tão
comum que virou uma oportunidade de negócio. A administradora
de cartões Mastercard, por exemplo, promete acabar com esse
malabarismo de seus clientes através de um novo serviço,
o Masterdelivery, que deve ser lançado nas próximas
semanas. A idéia é simples e funcional: a Mastercard
vai disponibilizar um endereço de entrega em Miami para compradores
de lojas virtuais restritas ao território americano. A empresa
se encarrega ainda do transporte e da entrada da mercadoria no Brasil,
e promete prazos menores e fretes mais baratos.
O
cliente vai ter a comodidade de não se preocupar com o despacho
burocrático e ainda poder pagar tudo na fatura do cartão,
explica Alexandre Magnani, diretor de e-business da Mastercard que,
a princípio, vai oferecer o serviço para usuários
de cartões virtuais e, depois, para seus clientes com cartões
internacionais. Um serviço como esse pode não ser
a solução definitiva mas vai ajudar num dos problemas
mais comuns do tráfego na web: não enxergar as fronteiras
do site de compras. Foi o que fez o empresário paulista Walter
Godoy, que há dois anos comprou um mapa numa loja virtual
que não fazia remessas para o Brasil. Depois de uma semana,
ele recebeu uma mensagem cancelando a compra. Então, foi
a outro site e adquiriu o mesmo produto pelo dobro do preço.
Quinze dias depois, recebeu um aviso informando que excepcionalmente
sua primeira encomenda havia sido aceita. Resultado: na tentativa
de ter um mapa, ele pagou o preço de três. Passei
a ficar mais atento e hoje já não compro tanto pela
Internet, afirma.
Na
clandestinidade. Aos que preferem usar o endereço de
um amigo no exterior e depois trazer a mercadoria na mala para driblar
restrições em sites vale um conselho: Você
estará burlando a lei. Se for pego, terá de confessar
sua má-fé e a evasão fiscal, diz Maristela
Basso, professora de direito da USP, especialista em comércio
eletrônico. Você não está garantindo
que é o comprador, portanto, perde o direito de reclamar,
completa a advogada Maria Inês Dolci, consultora do Instituto
de Defesa do Consumidor (Idec). Outra dor de cabeça comum
é não ter para quem reclamar. Isso pode ser evitado,
em parte, escolhendo sites conhecidos, de preferência em grandes
provedores. No caso de falha no produto (mercadoria errada ou com
defeito) você pode acionar a filial da empresa no Brasil
se houver ou vai ter que entrar na Justiça no país
de origem do site. O mais comum, no entanto, são atrasos
na entrega. Em 90% dos casos eles acontecem por falta de estoque.
Para monitorar isso opte por uma empresa de entrega com sistema
de rastreamento.
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