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LOBBY
NA SOMBRA
Um
velho e conhecido sombra está no lobby pela privatização
pulverizada de Furnas. O empresário Jorge Serpa é
defensor do novo modelo. Serpa já procurou o presidente
de Furnas, Luiz Carlos Santos, o ministro Alcides Tápias
e o presidente FHC para falar da necessidade de inaugurar
com Furnas a privatização voltada para o fortalecimento
do mercado de capitais. Estranho tanto patriotismo.
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GOVERNO
PARALISIA FEDERAL
O governo está paralisado. Um ministro palaciano lamentava
que, durante a manhã da quarta-feira da semana passada,
somente tinha recebido 10 telefonemas, quando o normal é
de no mínimo cinco vezes mais. É que com a crise
ninguém escreve, telefona ou manda e-mail.
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MINISTÉRIO
EM
JANEIRO
Vem mesmo outra reforma ministerial em janeiro, depois das eleições
municipais. E tem dois objetivos: o primeiro, redesenhar a geopolítica
da Esplanada dos Ministérios, premiando os aliados que foram
bem-sucedidos; o outro é dar ao governo nomes que possam representar
um nova guinada em direção ao social. Não haverá mudanças na
área econômica. |
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MOEDA
SAMURAIS
O
Banco do Brasil vai estrear no mercado de euro este ano. Será
a primeira vez que o banco brasileiro fará emissão
na moeda. O banco vai voltar também a captar no mercado
japonês os chamados samurais bonds.
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PECUÁRIA
LEITE
AGUADO
O
Ministério da Agricultura está sendo passada para
trás. Um produtor de leite, que já foi deputado
e secretário de Agricultura, garantiu, na semana passada,
em Brasília, que grandes marcas estão colocando
até 25% de uma mistura de água e soro no produto. |
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Em
Alta
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Em
Baixa
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| Numa
semana em que o governo esteve no chão, o Conselho
de Política Monetária (Copom) acabou surpreendendo.
Acusado de falta de ousadia, o Copom de Armínio
Fraga, desta vez, deixou sim o mercado numa postura conservadora.
Poucos apostavam numa queda de meio ponto percentual na
taxa de juros. Só falta agora o governo jogar duro
com os bancos para fazer a redução chegar
ao cheque especial e ao cartão de crédito.
Por enquanto, somente as empresas são beneficiadas
com a queda. |
Estranhou-se
no governo o empenho do presidente da Previ, Luiz Tarquínio,
em conjunto com a Telecom Itália, para pagar R$
850 milhões pela CRT. Em nome do grupo Opportunity,
sócio dos dois, o publicitário Mauro Salles
que tinha um contrato prevendo que ganharia se
o preço fosse menor conseguiu reduzir a
conta para R$ 730 milhões. Mas a Telecom e a Previ
não aceitaram a proposta do negociador. |
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| QUEIXA |
ECONOMIA |
PASSOU
INCÓLUME |
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Tem ministro queixando-se de Carlos Eduardo de Freitas, diretor
do Banco Central. E não é o Alcides Tápias. Freitas estaria
demorando para decidir sobre o destino do naco da Copene que
ainda pertence ao falido Banco Econômico. Com isso, estaria
segurando a reestruturação do setor petroquímico. |
Foi por economia que o conselho de administração da Previ encerrou
o contrato com Mauro Salles, encarregado de negociar a redução
de preço da CRT, vendida para o consórcio Brasil Telecom. Segundo
a direção do fundo de pensão, com o término do contrato os acionistas
da Brasil Telecom economizarão US$ 16 milhões. |
O Palácio do Planalto comemorou a passagem incólume
de Edward Amadeo pelo comando do Ministério da Fazenda
em substituição a Pedro Malan, que se encontrava
de férias. O coração do governo bateu aliviado
com o retorno de Malan antes que Amadeo precisasse falar. Quando
ele fala, Brasília treme. |
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