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NEGÓCIOS/ORIGEM DE TUDO
Foto: Gustavo Lourenção
JOÃO LIMA, DA CYCLADES: no início, usava até
o telefone comunictário do bairro

Comecei na garagem
A história de empresários que construíram grandes negócios dentro de casa

Darcio Oliveira e Fernando Neves

A garagem da casa de número 367 da Addison Avenue, em Palo Alto, ganhou, oficialmente, o título de marco histórico do Estado da Califórnia. Muitos juram até que o Vale do Silício começou ali, quando Bill Hewlett e Dave Packard iniciaram, em 1939, aquela que viria a ser uma das maiores fabricantes de computadores do mundo, a HP. O negócio começou com um capital de US$ 500 e os sócios produziam instrumentos de medição. Dave e Bill nem sonhavam que a garagem da casa 367 serviria de berço para uma companhia que hoje fatura US$ 42 bilhões ao ano e está presente em mais de 130 países. Numa homenagem aos fundadores, a atual presidente mundial, Carly Fiorina, decidiu comemorar os 60 anos da HP com uma campanha institucional que está sendo veiculada em todo o mundo. Nela, Carly aparece em frente à histórica garagem de Bill e Dave e anuncia uma “volta às origens”. Raras são as empresas nascidas em garagem que atingiram o tamanho da HP. Mas o espírito empreendedor de Bill e Dave fez escola ao redor do mundo, inclusive no Brasil. O empresário surfista Giancarlo Lioce é um exemplo. Foi pegar onda na Califórnia e quando voltou ao País passou a produzir pranchas de bodyboarding em casa. Hoje, exporta para os EUA, Japão e Europa. Outro seguidor é o estilista Carlos Miéle, criador da grife M.Officer. A dupla João Lima e Daniel Dalarossa – nossos “Bill e Dave” – também fez fama no setor de informática com a Cyclades Corporation. Em comum, o mesmo início: tiraram o carro da garagem e colocaram suas esperanças lá dentro.

“Eu usava até o telefone comunitário que tinha em frente da minha casa”, confessa João Lima, da Cyclades. A empresa produz placas e equipamentos de rede para computadores que usam o software Linux – o sistema operacional gratuito distribuído na Internet e que ameaça a hegemonia do Windows NT nas empresas. Hoje, estima-se que 22 milhões de máquinas usem o Linux. Quando surgiu, em 1989, a Cyclades resumia-se a um capital inicial de R$ 6 mil, uma garagem de 9 metros quadrados, duas bancadas de madeira, um velho micro 186 e apenas dois funcionários, Lima e o sócio Daniel Dalarossa. Graças ao estouro de vendas do Linux, os sócios conseguiram pular da garagem para um modesto escritório na zona sul de São Paulo e em seguida deram o grande salto: transferiram a sede para Freemont, no Vale do Silício. Hoje, a Cyclades tem duas fábricas, uma no Brasil e outra nos EUA, um escritório na Alemanha, e está abrindo novas filiais na Inglaterra, França e Itália.

 

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A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

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