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TRONCHETTI,
PRESIDENTE: Investimento de US$ 500 milhões em 80 pequenas
unidades
em todo o mundo
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As
minifábricas da Pirelli
Fornecedor
agora produz ao lado de montadoras
Fabiane
Stefano, de Milão
Nos
últimos três anos, uma equipe de executivos da Pirelli
trabalhou em absoluto sigilo na sede da empresa, em Milão.
Do projeto que o time estava desenvolvendo só se sabia o
nome: Mirs. Agora, a gigante italiana decidiu apresentá-lo
ao mercado mundial. Ao custo de R$ 100 milhões, surge no
bilionário negócio de pneus a Modular Integrated Robotized
System, tecnologia que modifica radicalmente o processo de produção,
automatizando-o do início ao fim, quase sem contato humano.
Com o Mirs, a Pirelli coloca em prática um ousado plano:
substituir as grandes fábricas por unidades menores, estrategicamente
colocadas ao lado dos grandes clientes. Serão fábricas
compactas, ideais para suprir a demanda diária das montadoras
de veículos. Nestas pequenas unidades o ciclo de comercialização
será on-line, num programa que ganhou o nome de e-Pirelli.
Da compra da matéria-prima à venda do produto, tudo
será feito com um clique no mouse. A nova economia
abraça a velha economia e nasce a e-fábrica,
resume Marco Tronchetti, presidente mundial do grupo.
Todas
essas mudanças fazem parte de uma fórmula que a Pirellli
encontrou para se tornar mais atrativa aos investidores. Por
que não mudar, se todo o mundo mudou? pergunta Oscar
Cristianci, superintendente da Pirelli na América Latina.
Dois dias depois do anúncio do projeto Mirs, o mercado deu
a resposta: as ações da empresa subiram 3% na Bolsa
de Milão. A companhia planeja investir US$ 500 milhões
em 80 módulos Mirs nos próximos três anos. Alemanha,
Inglaterra e Japão serão os primeiros destinos da
nova tecnologia. O Brasil está nos planos da empresa,
mas não para agora, diz Tronchetti.
As
novas unidades que abrigam o Mirs em nada se assemelham às
imensas fábricas de pneus construídas no pós-guerra.
São compactas, limpas e completamente robotizadas. No sistema
tradicional, eram necessários seis dias entre a preparação
da matéria-prima até a vulcanização
(fundição da borracha). Agora, em 72 minutos o produto
está pronto. O impacto no custo é imediato: 25% menos.
Os clientes, sobretudo as montadoras, agradecem.
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