CAPA
 ÍNDICE
 EDITORIAS
 A SEMANA
 E-COMMERCE
 ECONOMIA
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 FINANÇAS
 MERCADO DIGITAL
 MÍDIA & CIA.
 MOEDA FORTE
 NEGÓCIOS
 PODER

 SEU DINHEIRO

 CANAIS
 COLUNAS/ARTIGO
 CONEXÃO DIRETA
 ESPECIAIS/MULTIMÍDIA
 GALERIA DE FOTOS

BUSCA
 
 


ÍNDICE DAS BOLSAS
Clique aqui

 

ENTREVISTA
Foto: Kiko Ferrite
MACHINEA: Recebemos um país
com vários problemas, mas acho
que já avançamos.

JOSÉ LUIS MACHINEA
Um argentino otimista
O ministro da Economia da Argentina defende sua política dura e faz aposta no Mercosul

Ouça íntegra da entrevista em espanhol

Marco Damiani

Na Argentina cortada pelo frio polar, muitos querem que o vento mude. O ministro da Economia José Luis Machinea não está entre estes. Ele assumiu o cargo em 10 de dezembro do ano passado, primeiro dia do governo do presidente Fernando de la Rúa, e em seguida desatou um pacote que sacudiu o país. Trombou com os poderosos sindicatos nacionais, revogou a
legislação trabalhista, extinguiu direitos e rebaixou salários de funcionários públicos e aposentados. Hoje, sente-se forte no cargo e muito satisfeito com os resultados de sua política. “O regime trabalhista era extorsivo à promoção industrial do país”, diz, como se estivesse empunhando a cartilha ortodoxa do FMI, com o qual fechou um acordo de ajuda contingencial por três anos. Depois de enfrentar as turbulências iniciais sem cair da cadeira, tenta mostrar outra face. “A Argentina tem de se inserir no processo de globalização sem colocar em risco sua segurança social.”

Aos 53 anos, homem de semblante compenetrado e gestos comedidos, Machinea se dá ao luxo de sorrir em raros momentos. Um deles é quando pode mostrar as primeiras resultantes de sua política econômica. Ao lado de um superávit fiscal superior a US$ 1 bilhão no primeiro semestre, as exportações argentinas cresceram 15% no mesmo período e o país poderá ter um crescimento de 3,5% sobre o PIB do ano passado. A taxa de desemprego, no entanto, ultrapassou 15%, o que representa 2,1 milhões de pessoas sem trabalho. Com a temperatura interna nestas condições, Machinea deixou Buenos Aires na madrugada da segunda-feira, 10, para uma reunião durante todo o dia, em São Paulo, com o ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias. A pauta do encontro – o Mercosul e meia dúzia de seus contenciosos comerciais – poderia ter sido enfrentada por técnicos do segundo escalão, mas Machinea fez questão de sublinhar seu empenho pessoal no resgate do combalido bloco. No banco de trás do carro que o levou de volta ao aeroporto, de onde embarcaria para a Argentina, o ministro tinha o rosto visivelmente cansado, mas disposição inversa. “Estamos tratando de recriar a esperança no Mercosul”, disse ele à DINHEIRO nesta entrevista.

DINHEIRO – A economia brasileira tem apresentado altas em alguns indicadores saudáveis. Como o sr. vê o momento brasileiro?
JOSÉ LUIS MACHINEA – É bárbaro. Quanto melhor vai o Brasil, melhor para a Argentina. Quando seu País cresce e se desenvolve, isso não somente alivia a demanda brasileira sobre a economia argentina, como também fortalece a respeitabilidade da moeda brasileira. Esse jogo é bom para o Brasil e provoca reflexos econômicos positivos para nós.

 

Próxima >>

ENQUETE

Você exige nota fiscal quando vai às compras?

Sim Não

Resultados Parciais

 
FÓRUM

A Petrobras teve um lucro recorde de US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso poderá aumentar os dividendos para quem comprou ações da estatal, que terá de investir quase R$ 2 bilhões para recuperar boa parte dos dutos que transportam o petróleo que ela produz. Eles estão velhos e podem causar mais um acidente. A estatal foi responsável por dois dos maiores vazamentos de que já se teve notícia no país. Você compraria as ações desta companhia? Por quê?

EDIÇÕES ANTERIORES
ESPECIAIS/ MULTIMÍDIA
ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
FALE CONOSCO
ASSINE A NEWSLETTER

 

© Copyright 1996/2000 Editora Três